OPINIÃO: Ecoinovação e trabalho para Pessoas com Deficiência

  • Por André Naves

A crescente ênfase do setor industrial brasileiro em investimentos em ecoinovação representa um passo significativo em direção à sustentabilidade ambiental. Atualmente, o Brasil investe cerca de 1,1% do PIB nesse setor e o objetivo é atingir pelo menos 2% do PIB, alinhando-se com outros países membros da OCDE. Esse movimento não apenas beneficia o meio ambiente, mas também oferece oportunidades valiosas no mercado de trabalho, especialmente para pessoas com deficiência.

A ecoinovação envolve o desenvolvimento e a adoção de tecnologias e práticas sustentáveis que minimizam o impacto ambiental da produção industrial. Isso inclui a redução de resíduos, o uso eficiente de recursos naturais, a adoção de fontes de energia limpa e muito mais. À medida que as empresas brasileiras intensificam seus esforços nesse sentido, uma série de benefícios surge.

Primeiramente, o crescimento da indústria de ecoinovação cria demanda por uma força de trabalho diversificada e qualificada. E é aqui que as pessoas com deficiência encontram novas oportunidades. Com um foco na inclusão social e na equidade, as empresas que investem em tecnologias verdes estão mais propensas a adotar práticas de recrutamento inclusivas. Isso significa considerar as habilidades e competências das pessoas em vez de se concentrar em suas limitações físicas ou sensoriais.

Além disso, a ecoinovação não deve apenas beneficiar o meio ambiente, mas também a sociedade como um todo. É importante lembrar que inclusão social é essencial para que essas novas tecnologias sejam verdadeiramente sustentáveis, o que quer dizer que as empresas devem se esforçar para eliminar barreiras sociais, sejam elas físicas ou atitudinais.

A disciplina, a perseverança e a alteridade desempenham um papel crucial nesse processo. A disciplina é necessária para garantir que as empresas se comprometam a investir em tecnologias verdes e a criar oportunidades igualitárias para todos. A perseverança é fundamental para superar desafios e resistências no caminho da inclusão social e ambiental. E a alteridade, ou seja, a empatia e atenção às necessidades dos outros, é o cerne da inclusão.

Em resumo, à medida que o setor industrial brasileiro aumenta seus investimentos em ecoinovação, novas oportunidades de trabalho surgem, com foco na inclusão social e na equidade. No entanto, é crucial que esse processo seja guiado por princípios de disciplina, perseverança e alteridade, garantindo que as tecnologias verdes sejam verdadeiramente sustentáveis, beneficiando tanto o meio ambiente quanto a sociedade como um todo.

*André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, Escritor e Professor; Mestre em Economia Política.

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