Empresa oferece curso gratuito de libras para integrar equipe com colaboradores surdos

A inclusão e a diversidade fazem parte do cotidiano nas grandes indústrias e outros mercados de trabalho. Para garantir a comunicação e interação entre todos os colaboradores, a Baxter, multinacional americana que trabalha com equipamentos de saúde e tecnologia médica, oferece curso de libras para todos os interessados de forma espontânea, além de disponibilizar plataforma de tradução em tempo real com intérpretes.

A ideia da pauta é focar nesta interação, sob a perspectiva de colaboradores surdos ou deficientes visuais e demais colegas. Temos histórias de pessoas que fizeram questão de se aprofundar em libras para facilitar a comunicação, independentemente de trabalharem diretamente com os colegas que não podem ouvir.   Hoje existem 67 surdos trabalhando na fábrica. Além de abastecer o mercado nacional, a indústria exporta para países da América Latina, como Colômbia, Chile e Peru, e possui capacidade de produção em número de bolsas, que são em torno de 150 milhões de bolsas/ano, o que se traduz em algo em torno de meio milhão de bolsas/dia.

Um estudo realizado pelo Movimento Web para Todos em parceria com a Talento Incluir, RD Station, Digital House e Abradi – Associação Brasileira dos Agentes Digitais, mostrou que algumas empresas não veem necessidade em transformar o ambiente em meios mais inclusivos. A falta de conhecimento é a principal razão para a ausência de conteúdos acessíveis nos canais digitais das empresas, de acordo com 43% dos profissionais com deficiência entrevistados. O principal obstáculo das pessoas com deficiência auditiva está na falta de integração entre a empresa e os demais funcionários.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 10 milhões de cidadãos no Brasil são surdas, ou seja, 5% da população, dos quais 2,7 milhões possuem surdez profunda. A Organização Mundial da Saúde estima que até 2050, existam 900 milhões de pessoas surdas no mundo.  Mesmo sendo uma parcela significativa da sociedade, essas pessoas ainda enfrentam muitas barreiras durante a vida, o que se estende ao mercado de trabalho. A dificuldade de acesso e permanência em empregos formais, por exemplo, leva a maioria desse grupo ao desemprego ou subemprego, onde não conseguem obter pleno desenvolvimento de suas habilidades por falta de oportunidade e pela dificuldade de comunicação. Outro obstáculo é a falta de acessibilidade e ferramentas de comunicação que permitam que a pessoa surda exerça suas atividades com autonomia e possa se comunicar.

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