Instituto Jô Clemente (IJC) defende a importância da educação inclusiva na infância

Quem pensa que o Dia das Crianças é apenas para presentear as crianças com brinquedos e outros mimos, está enganado. No Brasil, a data é celebrada em 12 de outubro e foi instituída pelo decreto nº 4.867 em 1924, porém, em outros países ela acontece em 20 de novembro e marca a oficialização da Declaração Universal dos Direitos da Criança, decreto de 1959.
 

Além das programações especiais e festividades, o Dia das Crianças é uma oportunidade para reflexões significativas sobre a importância da infância e o impacto que essa fase tem sobre a vida adulta. É um momento para reconhecer que as crianças têm direitos específicos e que devem ser protegidas, educadas e cuidadas adequadamente, em especial aquelas com deficiência intelectual e autismo.

No Brasil, de acordo com dados da PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua de 2022, existem aproximadamente 18,6 milhões de pessoas com deficiência a partir dos dois anos de idade. Quando se trata de educação, essas crianças ainda enfrentam mais desafios. Segundo a pesquisa, a taxa de escolarização é menor entre as crianças com deficiência em comparação com as sem deficiência.
 

Esse cenário ressalta a necessidade de implementar a LBI – Lei Brasileira de Inclusão nas escolas, pois a educação inclusiva é um direito de todas as crianças, independentemente de suas condições. Nesse sentido, o Instituto Jô Clemente (IJC), referência nacional na inclusão de pessoas com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras, enfatiza a importância da educação inclusiva para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças.

Roseli Olher, supervisora de serviços de Inclusão Educacional do IJC, destaca que a educação inclusiva vai muito além do ambiente escolar. “Modificar as práticas educacionais para reunir todos os alunos e alunas na mesma sala de aula tem inúmeros benefícios na aprendizagem e traz a diversidade para a prática, além de contribuir para o desenvolvimento da cidadania. Ou seja, é um passo em direção a uma sociedade mais inclusiva e com oportunidade para todas as pessoas”, afirma.
 

O IJC oferece serviços de psicopedagogia com atividades estimulantes para crianças com deficiência intelectual e autismo, buscando aprimorar o processo de aprendizagem. Além disso, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, o Instituto oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE), direcionado às pessoas com deficiência intelectual, além do trabalho realizado em conjunto com as escolas para acompanhar o desenvolvimento dessas crianças.
 

Um exemplo é o caso do Felipe Fernandes, que convive com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) desde pequeno. Ele chegou ao Instituto aos 5 anos de idade e o trabalho realizado concentrou-se na alfabetização, leitura e aspectos de sociabilização e interação para superar inseguranças. Hoje, aos 13 anos, ele demonstra mais autonomia na realização de tarefas e mais facilidade para se relacionar com outras pessoas.
 

O Instituto Jô Clemente (IJC) apoia a educação inclusiva e a psicopedagogia, práticas fundamentais para a construção do conhecimento e sociabilização das crianças. Além disso, defende que todos os estudantes têm o direito de frequentar a escola regular, um direito assegurado pela Constituição Federal e pela Convenção Sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência.

Sobre o Instituto Jô Clemente (IJC)

O Instituto Jô Clemente (IJC) é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que há mais de 62 anos promove saúde e qualidade de vida às pessoas com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras, além de apoiar a sua inclusão social e a defesa de direitos, disseminando conhecimento por meio de pesquisas científicas. Com o pioneirismo e a inovação como premissas, propicia o desenvolvimento de habilidades e potencialidades que favoreçam a escolaridade e o emprego apoiado, além de oferecer assessoria jurídica às famílias sobre os direitos das pessoas com deficiência intelectual.

Pioneiro no Teste do Pezinho no Brasil e credenciado pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Triagem Neonatal, o Laboratório do Instituto Jô Clemente (IJC) é o maior do Brasil em número de exames realizados e oferece, atualmente, o Teste do Pezinho Ampliado na rede pública do município de São Paulo, contemplando o diagnóstico precoce de cerca de 50 doenças, incluindo dezenas de condições raras. É também um centro de referência no tratamento de fenilcetonúria, deficiência de biotinidase e hipotireoidismo congênito, doenças detectadas no Teste do Pezinho que podem evoluir para a deficiência intelectual se não tratadas corretamente.
 

Além disso, o IJC produz e difunde conhecimento sobre deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e doenças raras. Um dos nossos focos é apoiar e desenvolver projetos de pesquisa aplicada, tecnológica e de inovação, em parceria com órgãos públicos ou privados e instituições de ensino e pesquisa, com o objetivo de gerar conhecimento para estudos, informações para as pessoas, produtos, serviços e novos modelos de negócio para a Organização.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 5080-7000 ou pelo site do IJC.

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