Políticas Públicas: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem…

Heliane Alves de Carvalho Costa dissertou sobre Políticas Públicas na Educação dos Surdos: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem

No Dia Nacional dos Surdos – 26 de setembro, o Diário PcD destaca a importância da Feneis – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos, fundada em 16 de maio de 1987, entidade filantrópica, sem fins lucrativos, que tem por finalidade a defesa de políticas linguísticas, educação, cultura, emprego, saúde e assistência social, em favor da comunidade surda brasileira, bem como a defesa de seus direitos.

A entidade é filiada à Federação Mundial dos Surdos, conta com uma rede de seis Administrações Regionais, e, face à importância, suas atividades foram reconhecidas como de utilidade pública federal, estadual e municipal.


Uma de suas principais bandeiras é reconhecimento da cultura surda, através da propagação da Língua de Sinais, especialmente através de sua inserção no mercado de trabalho.


Da mesma forma, busca a colocação dos trabalhadores surdos em cargos de maior prestígio e destaque junto à sociedade, através da evidenciação das competências desses profissionais, com programas de integração do surdo ao mercado de trabalho, propiciando-os dignidade e o exercício pleno da sua cidadania.


Desenvolve ações de educação informal e permanente, com intuito de valorizar o ser humano e estimular a autonomia pessoal, a interação e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir, sem envolver-se em questões político-partidário.


Oferece, também, atividades de ação social, programas de saúde, de educação e cultural, além de programas especiais para crianças e terceira idade, dentre outros.


Ao longo dos anos, a Feneis inovou ao introduzir novos modelos de ação na comunidade surda brasileira, e sublinhou ao longo dos anos a educação como pressuposto para a transformação social. Contudo, isso não significa apenas oferecer uma grande diversidade de eventos, mas, efetivamente, contribuir para experiências mais duradouras e significativas.


São atendidos pela Feneis: surdos, pessoas com perda auditiva, professores de Libras, pesquisadores, familiares de surdos, instituições, organizações governamentais e não-governamentais, profissionais da área, dentre outros. Aliás, suas diferentes manifestações sempre se destinam a todos os públicos, em diversas faixas etárias e estratos sociais, sem distinção e sem discriminação.

A entidade produz e dissemina o conhecimento nos diversos campos do saber, contribuindo para a qualidade de vida os surdos, bem como assegurar a cidadania, de forma humanista, crítica e reflexiva, preparando profissionais competentes e atualizados para o mundo do trabalho e para a melhoria das condições de vida da sociedade.


Ser referência de instituição que promove a defesa de políticas em educação, cultura, saúde, assistência social, emprego, prestação de serviços para a comunidade surda; consolidando e ampliando a fomentação da Língua Brasileira de Sinais – Libras.

A entidade destaca um trabalho apresentado por Heliane Alves de Carvalho Costa, que abordou “POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO DOS SURDOS: O que se diz, o que se faz, o que os surdos querem”, – apresentada na PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS no Programa de Pós-Graduação em Educação.

“A educação escolar das crianças surdas deve ser ofertada nas escolas inclusivas, ou não? Esta pesquisa, cujo título é “Políticas Públicas na Educação dos Surdos: o que se diz, o que se faz, o que os surdos querem”, analisou três eixos da educação dos surdos, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental: O que diz (as políticas públicas de educação inclusiva, vigentes); O que faz (como estas políticas se materializam nas escolas da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte); O que os surdos querem (o ponto de vista, político e educacional, dos surdos, envolvidos nesse processo). Esse estudo empregou a abordagem qualitativa e utilizou, como procedimentos metodológicos, a pesquisa bibliográfica, documental e entrevistas com profissionais da educação, dando ênfase nos depoimentos das pessoas surdas. Para analisar os dados, buscou-se confrontar os discursos apresentados pelas partes envolvidas, verificando as contradições existentes entre o que se diz, o que se faz e o que as pessoas surdas almejam”, afirma Heliane.

Confira a dissertação completa:

COSTA Heliane Alves de 2014 (dissertação) PUC-MG[1].pdf

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