Férias exigem atenção redobrada à segurança aquática de crianças com TEA

Férias exigem atenção redobrada à segurança aquática de crianças com TEA

Especialista alerta para riscos em ambientes aquáticos e orienta pais e responsáveis sobre prevenção

As férias escolares são um período de lazer e diversão e exigem cuidados e atenção com o público infantil. Para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a atenção é redobrada, especialmente em ambientes aquáticos. A atração pela água, aliada a dificuldades na percepção de risco e comunicação, torna piscinas, praias e rios locais de vulnerabilidade silenciosa.

Um estudo publicado em 2020, na International Journal of Aquatic Research and Education no Canadá, apontou que muitos pais superestimam a habilidade de natação e subestimam a supervisão constante. Segundo a pesquisa, cerca de 70% dos responsáveis acreditaram que saber nadar é mais importante do que a vigilância adulta, apesar de crianças com TEA apresentarem o dobro do risco de morte por afogamento.

“É um cenário que mostra que a segurança aquática deve ir muito além do ensino de natação”, afirmou a professora de Pós-graduação da Uninter, Paloma Herginzer, graduada em Educação Física e especialista em Educação Especial e Inclusiva. E Formação Docente EAD.

Diante deste ambiente, Paloma listou cinco orientações que devem ser observadas por pais e responsáveis por crianças com TEA, nesse período de férias:

1 – Supervisão constante: a vigilância ativa de um adulto é indispensável, pois crianças com TEA podem se aproximar da água de forma rápida e silenciosa.

2 – Saber nadar não elimina riscos: a natação é importante, mas não substitui a supervisão contínua.

3 – Aulas de natação adaptadas: profissionais capacitados e estratégias adequadas ao TEA aumentam a segurança e os benefícios da atividade.

4 – Barreiras de proteção: cercas, portões e dispositivos de segurança reduzem o acesso não supervisionado à água.

5 – Preparação para emergências: conhecimento em primeiros socorros e RCP é essencial e pode salvar vidas.

Para Paloma, falar sobre autismo, férias e segurança aquática é um compromisso com a vida. “Com informação, vigilância e prevenção, a água pode ser um espaço seguro de inclusão, desenvolvimento e bem-estar”, afirmou.

CRÉDITO/IMAGEM: Criança com TEA deve ser monitorada pelos pais ou responsáveis quando estiver na piscina ou no mar – Alberto Gonzalez

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