Informação – COM EXCLUSIVIDADE, foi revelada em entrevista com o vice-presidente do Laboratório Cristália. Antes, pacientes só conseguiam acesso ao tratamento com a Polilaminina através de decisões judiciais. Agora, ao cumprir protocolos clínicos, pedidos serão analisado pela ANVISA e liberação da substância pode ocorrer em até 48horas
Em entrevista exclusiva ao Diário PcD, Rogerio Almeida, Vice-Presidente de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação no Laboratório Cristália comunicou que as famílias de pessoas que foram vítimas de lesões medulares recentes podem buscar a aplicação da Polilaminina sem ter a obrigatoriedade de buscar uma liminar judicial.
A substância é aplicada diretamente na medula espinhal durante procedimento cirúrgico. Ela forma uma espécie de malha que orienta os neurônios a se reconectarem, restabelecendo a comunicação entre as células nervosas e permitindo a recuperação de movimentos.
Levantamentos realizados pelo Diário PcD apontam que mais de 40 pacientes com lesões medulares buscaram o judiciário brasileiro para a realização do procedimento, que só é feito por profissionais da UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e autorizados pelo Laboratório Cristália.
Em todos os casos até o momento, os pacientes só receberam a substância através de liminares judiciais.
“Acabamos de definir com a ANVISA que o Laboratório Cristália disponibilizará um protocolo que deve ser cumprido pela família e pelos profissionais que atendem o paciente. Com todas essas informações, buscaremos a autorização diretamente com a ANVISA, para que seja liberado o procedimento com a aplicação da substância. Isso pode acontecer em até 48 horas”, comentou Almeida na entrevista.
Outro destaque do vice-presidente da Cristália é sobre a comercialização ilegal da Polilaminina. “Informamos que o Cristália é, atualmente, o único produtor mundial de polilaminina. Reforçamos que não disponibilizamos a substância a pacientes, sob nenhuma forma de fornecimento direto. Pedimos que a população redobre a atenção diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso ao medicamento”.
O dirigente reforça que a substância não é comercializada no mercado. “O cumprimento das liminares judiciais não tem nenhum custo para a família. E agora, se preenchidos os critérios dos protocolos que estamos disponibilizando, também não existirão custos para o paciente”.
Com isso, nesse momento, só existem duas alteranativas para os pacientes: buscar uma liminar judicial ou cumprir os critérios dos protocolos clínicos elaborados pelo Laboratório.
“Informamos que o Cristália é, atualmente, o único produtor mundial de polilaminina. Pedimos que a população redobre a atenção diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso ao medicamento”, destacou Nogueira.
Como buscar informações sobre os protocolos para atender as demandas junto ao Laboratório Cristália
SAC. 0800 701 1918
www.cristalia.com.br
Instagram: @laboratoriocristalia
Facebook: LaboratórioCristália
LinkedIn:/LaboratorioCristalia
Como a polilaminina funciona
A polilaminina é baseada na laminina, uma proteína natural que forma uma grande malha durante a fase embrionária e auxilia na comunicação entre neurônios. Com o tempo, essa proteína se torna rara no organismo adulto. A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, descobriu que era possível recriar em laboratório essa malha, extraindo a proteína de placentas, e aplicá-la diretamente na região lesionada da medula.
“Quando conseguimos reproduzir a polilaminina em laboratório, percebemos que ela poderia orientar os neurônios a se reconectarem e restabelecer a comunicação entre células nervosas, permitindo que os movimentos fossem recuperados”, explica Tatiana.
Quando reintroduzida no corpo, a polilaminina ajuda os neurônios a formar novos caminhos para os impulsos elétricos que permitem movimentos. O tratamento consiste em uma aplicação cirúrgica única no ponto da lesão, geralmente dentro de até 72 horas após o acidente, aumentando as chances de recuperação.
A equipe da UFRJ, composta por pesquisadores, médicos, fisioterapeutas e alunos, acompanha cada paciente de perto, garantindo que a aplicação da proteína seja segura e eficaz. O estudo é financiado pela FAPERJ, reforçando o impacto do investimento público em ciência no estado do Rio de Janeiro.




