Radar da Inclusão 2026 busca realidade sobre mercado de trabalho da pessoa com deficiência no Brasil

Radar da Inclusão 2026 busca realidade sobre mercado de trabalho PcD no Brasil

Levantamento realizado pela Talento Incluir, Pacto Global da ONU e Instituto Locomotiva busca atualizar informações e aprofundar entendimento sobre desafios estruturais, saúde mental e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Acesse o link e participehttps://hubs.ly/Q04pX-P90

Talento Incluir já iniciou a coleta dos dados para a 3ª edição da pesquisa “Radar da Inclusão 2026: empregabilidade de pessoas com deficiência”, em parceria com o Pacto Global da ONU – Rede Brasil e realização do Instituto Locomotiva – com o apoio do Diário PcD.

O levantamento tem como objetivo atualizar o cenário nacional do tema no mercado de trabalho, identificar barreiras persistentes e gerar dados que contribuam para o emprego digno, a construção de políticas e estratégias mais eficazes nas empresas.

A pesquisa pode ser respondida por pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, com 18 anos ou mais, de todo o Brasil, até dia 14/8 diretamente no link https://hubs.ly/Q04pX-P90

O resultado da análise deve ser divulgado em setembro deste ano.

Com um questionário mais enxuto, acessível e com tempo médio de resposta de cerca de 15 minutos, a nova edição busca ampliar a taxa de participantes e garantir uma base ainda mais representativa.

Evolução da metodologia e foco mais estratégico

Sempre em evolução, a nova plataforma traz os seguintes avanços:

  • Redução do tempo de preenchimento;
  • Simplificação da linguagem, com foco em acessibilidade comunicacional;
  • Priorização de temas diretamente relacionados ao mercado de trabalho;

Novos temas: saúde mental e qualidade da inclusão

Entre as novidades desta edição, está a inclusão estruturada de perguntas sobre o impacto do trabalho na saúde mental das pessoas com deficiência, abordando o tema de forma mais direta. A iniciativa responde a um dos principais achados da edição anterior e amplia o olhar sobre inclusão para além do acesso ao emprego, considerando também permanência, bem-estar e desenvolvimento

RESULTADOS ANTERIORES

Os resultados dos levantamentos feitos em 2024 e 2025 apontam que a inclusão ainda enfrenta desafios estruturais relacionados ao capacitismo, acessibilidade, permanência e desenvolvimento de carreira

Radar da Inclusão 2024: principais achados

Em 2024, a 1ª edição ouviu 1.230 pessoas com deficiência e/ou neurodivergentes, maiores de 18 anos, em âmbito nacional. O principal destaque da pesquisa foi que 9 em cada 10 profissionais (90%) já sofreram capacitismo no ambiente de trabalho. Embora 84% dos episódios tenham ocorrido enquanto a pessoa estava empregada, apenas 35% relataram o caso à empresa. Além disso, entre aqueles que denunciaram, 4 em cada 10 não se sentiram acolhidos ou respeitados pela empresa.

Naquela edição, a pesquisa mostrou que 8 em cada 10 pessoas já se sentiram prejudicadas profissionalmente por terem deficiência ou neurodivergência. Embora 76% afirmem que sua condição não interfere ou pode até contribuir positivamente para o trabalho, 6 em cada 10 acreditam que ela reduz as chances de conseguir um bom emprego.

Já na edição de 2025 foram 1.765 participantes e a pesquisa ampliou o olhar para temas como acessibilidade, carreira e saúde mental. O destaque foi que 56% dos profissionais já enfrentaram barreiras de acessibilidade que prejudicaram seu desempenho e bem-estar no trabalho.

Embora tenha apresentado leve redução em relação a 2024, ao menos 86% já sofreram capacitismo no ambiente de trabalho. Apenas 23% dos que sofreram capacitismo reportaram o caso à empresa e entre os denunciantes, 78% afirmaram não se sentir totalmente acolhidos.

A pesquisa evidenciou dificuldades de crescimento profissional. Para os participantes, 66% acreditam que as oportunidades oferecidas pelas empresas não são equânimes, enquanto 67% nunca foram promovidos no emprego atual e 41% dos profissionais estavam há mais de três anos na mesma empresa.

Um dos dados inéditos da edição 2025 apontou que 77% não se sentem totalmente confortáveis para falar sobre saúde mental com RH ou lideranças.

Ao Diário PcD, Tábata Contri, Consultora de Diversidade, Equidade e Inclusão da Talento Incluir afirmou que “os dados das duas edições convergem para uma mesma conclusão: o desafio da inclusão não está apenas na contratação, mas principalmente na permanência, no acolhimento, na acessibilidade e nas oportunidades de desenvolvimento de carreira. Embora haja avanços no cumprimento das cotas, a experiência cotidiana de profissionais com deficiência e neurodivergentes ainda é marcada por capacitismo, barreiras estruturais e dificuldade de crescimento profissional”.

Confira entrevista completa no canal do Diário PcD no YouTube com Tábata Contri:

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