ACESA Capuava celebra o Dia Nacional do Surdo

A luta pela inclusão de pessoas surdas é marcada pelo dia 26 de setembro

O Brasil possui mais de 7,3 milhões de pessoas com alguma deficiência auditiva e outros 2,7 milhões são surdos, o que representa 5% da população, de acordo com dados do IBGE. Para lembrar e estimular o tratamento adequado para reduzir as sequelas que podem se acentuar conforme o avanço da idade, no dia 26 de setembro é celebrado o Dia Nacional do Surdo, data que foi oficializada por decreto de lei em 29 de outubro de 2008. Esse dia homenageia a criação da primeira escola para surdos fundada no país, em 1857, o Instituto Nacional de Educação dos Surdos (INES). 

A ACESA Capuava é uma das entidades no Brasil que oferece tratamento para pessoas com surdez. Hoje, a capacidade de atendimento é  para até 20 pessoas com esta deficiência. “A data de celebração de uma das deficiências que atendemos, é sempre um momento de reflexão e avaliação de como estamos contribuindo para a vida das crianças que atendemos e consequentemente das famílias que apoiamos em seu desenvolvimento. A entidade ainda tem vagas para receber novos pacientes para o tratamento da surdez e ajudar essas pessoas a serem mais independentes”, comenta Fernanda Teixeira, presidente da ACESA Capuava, em Valinhos, interior de São Paulo.

O tratamento e o acompanhamento de crianças e adolescentes com surdez ou deficiência auditiva é realizado com uma equipe multidisciplinar envolvendo as áreas de terapia ocupacional, pedagogia, fonoaudiologia, psicologia e serviço social. A equipe auxilia na inclusão das crianças nas escolas, através de conversas com os profissionais para explicar quais materiais podem ser adaptados, qual é a melhor forma de incluir essa criança no ambiente escolar e o que pode ser melhor estruturado para a plena inclusão dos alunos. “A inclusão dessas crianças e adolescentes em ambientes externos à entidade é importante para trabalharmos confiança e independência. Esses dois pontos são o que garantem que essas pessoas consigam se relacionar, se comunicar e se expressar”, afirmou Juliana Pampanini Bertelli, assistente de coordenação técnica.

Fabiane Violin é mãe da Rafaely Vitória Violin, 10, que foi diagnosticada de forma tardia com surdez neurosensorial bilateral, deficiência intelectual e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. “A minha vida de mãe foi completamente transformada pela ACESA Capuava. Minha filha é outra criança hoje, ela é muito mais independente, persistente e comunicativa por conta do tratamento feito pelos profissionais de fisioterapia, pedagogia, psicologia e terapia ocupacional”, comentou a mãe sobre a importância da instituição na vida da filha.

A entidade também ajuda as famílias dessas crianças e adolescentes dando dicas de como os pais e responsáveis podem incentivar o desenvolvimento e independência diária. Um exemplo disso é Katiene Borges, mãe do Vinícius Borges de 4 anos. Ele foi diagnosticado ainda quando bebê com surdez e compartilha do mesmo sentimento sobre a entidade. “A ACESA Capuava é tudo na minha vida. Vinícius faz tratamento com a pedagoga e com a terapeuta ocupacional e aprendeu a falar e a se expressar. Sou muito grata pelos profissionais atenciosos que sempre incentivaram o meu filho a se desenvolver”, compartilhou sobre o tratamento do filho.

Há alguns fatores que podem levar à surdez ao longo da vida, como viroses, doenças infecciosas no ouvido, doenças autoimunes e ruídos ambientais. Algumas pessoas nascem com surdez congênita, ou seja, com perda total da audição e outras pessoas têm a surdez do idoso, que começa a se manifestar depois dos 60 anos. Independente da causa e do nível da surdez, todos os casos podem ser tratados com profissionais da área ou com o uso de aparelhos auditivos.

CRÉDITO/IMAGEM: Vinícius Borges em tratamento na ACESA Capuava  (Foto: Divulgação ACESA)

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