Agressões de mãe a autista revoltam população e autoridades no Rio de Janeiro

Cenas são revoltantes. Criança estava com mãos amarradas quando mãe coloca saco plástico na cabeça para que autista ‘calasse a boca’. Presa, a agressora admitiu as agressões

CUIDADO! IMAGENS FORTES

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A Polícia Civil do RJ prendeu nesta segunda-feira (17) a mulher que gravou uma sessão de tortura contra a própria filha. Ela foi presa por agentes da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) em Vassouras, no Centro-Sul do RJ, a 140 km do local das agressões.

À polícia, a mulher disse que se reconheceu no vídeo onde agredia a filha e confessou o crime, alegando um “surto”. Ela vai responder pelo crime de tortura.

Segundo a delegada Ana Carolina Medeiros, após o vídeo ganhar repercussão na comunidade, a suspeita teria fugido para a cidade de Vassouras, a 140 km do local, por medo de represálias. Apesar da experiência na área, a policial destacou que as imagens são fortes. “A gente está acostumado com coisas bem repugnantes e graves, mas um vídeo desse não tem como não chocar”.

‘Demônio’

Segundo relatos, a garota, de 11 anos, tem transtorno do espectro autista. A menina e o irmão, de 9 anos, foram resgatados pelo Conselho Tutelar.

As imagens mostram a menina amarrada com os braços para trás e sentada no chão da casa onde morava com a mãe e o irmão, em uma comunidade na região central do Rio. Na gravação, a mãe pega um saco plástico e cobre a cabeça da criança.

Com as mãos, a mulher aperta o saco e sufoca a filha por mais de 30 segundos. Em alguns momentos, ela chega a tapar a boca da criança com uma das mãos por cima do saco plástico.

Delegacia abriu inquérito

A DCAV informou que instaurou um inquérito de ofício, quando não é necessário que alguém vá prestar queixa. No caso da menina, as imagens da tortura bastaram.

“A partir da ciência das fortes imagens, a Dcav instaurou um procedimento visando à apuração dos fatos, identificando a vítima e a autora e representando pela prisão temporária ao Plantão Judiciário”, disse a polícia.

Agentes passaram o domingo (16) tentando localizar a mulher, encontrada em Vassouras.

Mais maus-tratos

A gravação da sessão de tortura não foi o primeiro ato de violência da mulher contra a própria filha. A menina de 11 anos já vinha sofrendo com os ataques dentro de casa há anos.

A filha, por exemplo, era forçada a comer feijão cru e realizava refeições no chão de casa.

Uma das unidades do Conselho Tutelar do Rio de Janeiro recebeu as denúncias sobre a violência que a criança vinha enfrentando. Assim que confirmaram a veracidade dos fatos e o risco que a criança sofria dentro de casa, uma equipe foi ao local para realizar o resgate.

A abordagem aconteceu no dia 8, quando a equipe do conselho foi ao local e precisou confrontar a mãe. A situação ficou ainda mais tensa, pois ela tentou se mutilar com objetos cortantes.

Os conselheiros envolvidos na abordagem providenciaram o atendimento médico para a mulher e realizaram o resgate das duas crianças.

Os 2 menores foram encaminhados para um dos abrigos da Prefeitura do Rio, onde foram acolhidos e receberam os cuidados necessários, segundo envolvidos no resgate.

A partir de agora caberá à Justiça, através da Vara da Infância e Juventude, definir se a mãe perderá ou não a guarda definitiva das crianças. Outros familiares também foram acionados para ajudar nesse processo de acolhimento. Até a decisão judicial, os menores ficarão sob os cuidados do município.

Fonte: R7 e G1

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