Luciana Trindade e André Ancelmo Araújo relatam fatos lamentáveis que aconteceram durante voo nesta quarta-feira, 27, em aeronave da Latam – BrasíliaxSão Paulo. Situação agora é apurada pela Polícia Federal
Viajar de avião deveria ser sinônimo de liberdade e mobilidade.
No entanto, para milhares de pessoas com deficiência no Brasil, as viagens em companhias aéreas ainda representam um percurso de obstáculos, marcado por falta de acessibilidade, descaso e desrespeito a direitos já garantidos por lei.
Relatos recentes coletados pelo Diário PcD dão conta de situações humilhantes: cadeiras de rodas quebradas durante o transporte, atrasos injustificados no embarque prioritário, ausência de equipamentos adequados para transferência de passageiros com mobilidade reduzida e, em alguns casos, até a recusa no transporte de determinados dispositivos assistivos.
O casal Luciana Trindade e André Ancelmo Araújo enfrentaram mais uma vez discriminação pela falta de qualificação de tripulação de um voo entre Brasília e São Paulo nesta quarta-feira, 27.
A legislação brasileira é clara. A Resolução nº 280/2013 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) estabelece normas para garantir acessibilidade nos aeroportos e aeronaves, prevendo atendimento prioritário, transporte gratuito de equipamentos como cadeiras de rodas, próteses e aparelhos médicos essenciais.
Além disso, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) reforça a obrigação de empresas e órgãos públicos de assegurar acessibilidade plena.
Apesar disso, a realidade mostra um hiato entre a norma e a prática.
Em 2023, a ANAC recebeu centenas de denúncias relacionadas a violações contra passageiros com deficiência. O problema se agrava pela falta de fiscalização efetiva e pela insuficiência de treinamento das equipes das companhias aéreas.
Especialistas defendem que a solução passa por três pilares: cumprimento rígido da legislação, capacitação das equipes e fortalecimento da fiscalização. Sem isso, o direito de ir e vir das pessoas com deficiência continuará limitado, mesmo em um país que se orgulha de ser signatário da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
No momento em que o Brasil se prepara para grandes eventos esportivos e turísticos, garantir acessibilidade plena no transporte aéreo não é apenas uma questão de logística, mas de respeito à dignidade humana.
É notícia no Diário PcD – Decisão tem efeitos nacionais após Justiça Federal do Acre acolher pedido do MPF e cobra comprovação na melhoria de acessibilidade de aeroportos –
O Diário PcD entrevista Luciana Trindade e André Ancelmo, que mais uma vez enfrentaram graves problemas em empresa aérea.
Confira