Hospitais de Curitiba, Londrina e Balneário Camboriú, cidades destaque em qualidade de vida, contam com robôs ortopédicos para cirurgias de joelho e quadril
À medida que o Brasil acelera seu processo de envelhecimento populacional, cidades reconhecidas por oferecer melhores condições para viver na terceira idade passam a incorporar tecnologias médicas avançadas para responder a essa nova demanda.
Atualmente, hospitais localizados em Curitiba, Londrina e Balneário Camboriú, municípios que figuram entre os líderes do Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL), já realizam cirurgias ortopédicas assistidas por robôs, como a plataforma ROSA®, da Zimmer Biomet, líder mundial em saúde musculoesquelética.
Uma país que envelhece em ritmo acelerado
A adoção da cirurgia robótica ortopédica nesses centros urbanos ocorre em um momento estratégico. O Brasil já soma mais de 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, número que deve crescer de forma significativa nas próximas décadas. Com o avanço da idade, problemas articulares tornam-se mais frequentes, impactando diretamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida da população idosa.
Nesse contexto, o IDL avalia municípios brasileiros a partir de indicadores de saúde, ambiente urbano e condições socioeconômicas da população acima dos 60 anos. Entre as melhores cidades que lideram o ranking estão São Caetano do Sul, Vitória, Santos, Florianópolis, além de Curitiba, Londrina e Balneário Camboriú. Em comum, esses municípios combinam planejamento urbano, acesso a serviços de saúde e políticas públicas voltadas ao envelhecimento ativo.
De acordo com o médico ortopedista Dr. Mauro Meyer, a ortopedia moderna passa a desempenhar um papel central nesse cenário. Ele explica que as plataformas robóticas auxiliam o cirurgião no planejamento e na execução de procedimentos de joelho e quadril, contribuindo para maior precisão cirúrgica e recuperação funcional mais eficiente, aspectos especialmente relevantes para pacientes idosos.
“A mobilidade é um dos pilares do envelhecimento saudável. Tecnologias como a cirurgia robótica ajudam a preservar a autonomia e permitem que o paciente retome suas atividades diárias com mais segurança”, afirma o especialista.
Benefícios da cirurgia robótica para os 60+
Para a população com 60 anos ou mais, Dr. Mauro reforça que a cirurgia robótica tem se mostrado uma aliada importante na preservação da qualidade de vida. Por se tratar de uma abordagem menos invasiva, os procedimentos tendem a provocar menor agressão ao organismo, com incisões menores e movimentos mais precisos, o que se reflete em menos dor no pós-operatório, menor risco de complicações e uma recuperação mais rápida, fatores decisivos para pacientes idosos.
“A maior precisão cirúrgica e o controle durante o procedimento contribuem para reduzir sangramentos, diminuir o risco de infecções e encurtar o tempo de internação, algo especialmente relevante para pessoas que convivem com doenças associadas, como hipertensão, diabetes ou problemas cardiovasculares. Ao acelerar a reabilitação e reduzir a perda de autonomia no pós-operatório, a cirurgia robótica passa a ter impacto direto no bem-estar físico e emocional dessa população”, conclui o médico.
A presença da cirurgia robótica ortopédica em cidades que se destacam em longevidade reflete uma convergência entre urbanismo, políticas públicas e inovação em saúde. Ambientes que estimulam o movimento, aliados a soluções médicas de alta precisão, contribuem para reduzir limitações físicas, dores crônicas e a perda de autonomia associadas ao envelhecimento.







