Como construir ambientes corporativos mais diversos, inclusivos e saudáveis: veja 5 estratégias essenciais

Ambientes mais inclusivos, onde as pessoas sentem segurança psicológica e é uma vantagem competitiva e as organizações precisam se atentar para isso, alerta especialista

Ambientes com mais segurança psicológica, onde as pessoas se sentem incluídas, se tornam mais criativos, inovadores e produtivos, mas isso só acontece quando cada pessoa pode ser autêntica, escutada, valorizada e respeitada por ser quem é.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte confirmou essa afirmação e mostrou que organizações com cultura inclusiva têm 2 vezes mais probabilidade de atingir ou exceder metas financeiras, 3 vezes mais probabilidade de ter alto desempenho, 6 vezes mais probabilidade de serem inovadoras e ágeis e 8 vezes mais chances de obter resultados de negócios melhores.

“Além do impacto na receita das organizações, vemos que existe uma relação entre bem-estar, felicidade e indicadores de desempenho nos negócios. Quando as pessoas são mais felizes em suas ocupações, geram maior lucratividade, maior produtividade, menor turnover e, consequentemente, menos afastamentos por doença. Tudo o que a NR1 está trazendo como pauta, cuidar da saúde emocional corporativa”, explica Cris Kerr, especialista em Diversidade, Inclusão, Equidade e Pertencimento (DIEP) e assédio e CEO da CKZ Diversidade.

Esse movimento ganha ainda mais relevância com a atualização da NR-1, que entra em vigor em maio de 2025 com aplicação prática a partir de maio de 2026. A norma brasileira exige que as organizações avaliem e gerenciem riscos psicossociais como assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho, jornadas exaustivas, insegurança no emprego, metas irreais, condições insalubres, entre outros.

Por isso, a especialista da CKZ Diversidade apresenta 5 estratégias essenciais para tornar a saúde emocional uma prioridade nas organizações:

  1. Invista na capacitação das lideranças da empresa: lideranças inclusivas são lideranças eficazes. É difícil promover transformação cultural sem o engajamento de quem ocupa cargos estratégicos. Por isso, envolva essas pessoas no diálogo, especialmente os homens, e ofereça capacitação contínua sobre segurança psicológica, o funcionamento do cérebro, diversidade e inclusão.
  2. Abra espaço para pessoas talentosas de grupos minorizados: amplie os processos seletivos para incluir pessoas de diferentes raças e etnias, gêneros, gerações e localidades. Não limite contratações e, sempre que possível, adote vagas afirmativas. 
  3. Crie um ambiente seguro que fomente a DIEP: não basta contratar pessoas diversas — é preciso garantir que se sintam seguras para ser quem são.
  4. Desenvolva e valorize pessoas: o capital humano é o maior ativo de uma empresa. Investir em desenvolvimento, bem-estar e reconhecimento tem impacto direto na cultura e nos resultados do negócio.
  5. Muito mais que mudanças, gere transformações: segurança psicológica, diversidade e inclusão não se constroem com iniciativas isoladas. É preciso um compromisso contínuo com a transformação da cultura, refletindo nos valores e nas práticas do dia a dia.

Para Cris, a nova NR-1 reforça que cuidar das pessoas não é apenas uma escolha ética, mas também uma exigência legal, estratégica e humana. A CEO reforça a importância de adotar práticas consistentes que vão além de ações pontuais no ambiente de trabalho. Trata-se de promover uma verdadeira transformação cultural, capaz de gerar valor tanto no desenvolvimento pessoal quanto no crescimento profissional de pessoas colaboradoras e lideranças.

“Vemos que grande parte das companhias concentra seus esforços em apenas recrutar ou atrair pessoas talentosas de grupos minorizados (mulheres, pessoas negras. LGBTQIAPN+ ou com deficiência), mas não investe no desenvolvimento das pessoas contratadas, o que gera baixo engajamento, falta de pertencimento à equipe e, muitas vezes, alta taxa de turnover nas organizações”, finaliza Cris Kerr.

Compartilhe esta notícia:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Aviso de Direitos Autorais

Todos os direitos sobre os conteúdos publicados em todas as mídias sociais do Diário PcD, incluindo textos, imagens, gráficos, e qualquer outro material, estão reservados e são protegidos pelas leis de direitos autorais.
Todos os Direitos Reservados.
Nenhuma parte das publicações em todas as mídias sociais do Diário PcD devem ser reproduzidas, distribuídas, ou transmitidas de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação, ou outros métodos eletrônicos ou mecânicos, sem a prévia autorização por escrito do titular dos direitos autorais, de acordo com a legislação vigente.
Para solicitações de permissão para usos diversos do material aqui apresentado, entre em contato por meio do e-mail jornalismopcd@gmail.com ou telefone 11.99699 9955.
A infração dos direitos autorais é uma violação de Lei Federal 9.610, passível de sanções civis e criminais.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore