Como garantir mais autonomia para as crianças no futuro 

OPINIÃO

  • * Por Fernanda Teixeira

O Brasil é um país com 18,6 milhões de pessoas acima de 2 anos com algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Parte deste público entrará no mercado de trabalho nos próximos anos, mas nem todos terão a mesma oportunidade de desenvolvimento profissional. Por isso, é importante trabalhar a autonomia da criança com deficiência desde cedo, para que no futuro ela seja mais independente e capaz de ocupar cargos corporativos.

Trabalhar a autonomia desde cedo ajuda na socialização, na capacidade de tomar decisões e ter opiniões próprias e na realização de tarefas rotineiras. A independência pode ser conquistada com terapias eficazes que possuem finalidades específicas de acordo com cada tipo de deficiência e buscam ajudar as crianças a se tornarem adultos mais autônomos. Os desafios, que podem ser motores, auditivos, neurológicos, orais e visuais, podem ser trabalhados de forma lúdica e educacional, respeitando o desenvolvimento natural da criança.

No mercado de trabalho, algumas das características são a capacidade de se comunicar, se expressar e se impor em diferentes cenários, mas para crianças com deficiência se tornarem adultos que atendam às exigências do ambiente profissional, é necessário um tratamento multidisciplinar com psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, pedagogos e fonoaudiólogos para desenvolver algumas habilidades ainda na infância.

A terapia prepara as crianças com deficiência para o futuro desafiador que encontrarão quando entrarem no mercado de trabalho e o tratamento ajuda a despertar a autonomia, a autorregulação de comportamento, a formação de opinião e a possibilidade de disputar posições com qualquer outro profissional que atue na mesma área.

A ideia deste tipo de abordagem na infância é fazer com que as crianças com deficiência cresçam sabendo que são capazes e independentes para tomarem decisões e realizarem qualquer tipo de tarefa. O trabalho multidisciplinar serve para mostrar esse caminho com diferentes possibilidades e abrir portas para esses futuros profissionais que enfrentarão um mercado de trabalho que não é inclusivo e preparado para recebê-los.

Em um mercado de trabalho capacitista, quanto mais desenvolvida a criança for, maior a chance dela se tornar um profissional atuante na área desejada e ocupar posições de liderança. As terapias são realizadas pensando no bem-estar da criança com deficiência durante a infância, mas, principalmente, nos resultados que serão colhidos no futuro.

  • * Fernanda Teixeira é presidente da ACESA Capuava

Sobre a ACESA CAPUAVA

A ACESA CAPUAVA é uma entidade filantrópica de Valinhos-SP que atende pessoas com transtorno do espectro autista; deficiência intelectual; deficiência múltipla e surdez. Fundada em 2002, atua junto à comunidade carente de toda Região Metropolitana de Campinas e é formada por um grupo de profissionais que se uniu com a missão de prestar um serviço de amor incondicional e de cidadania. Todos seus colaboradores acreditam no ser humano, em suas infinitas possibilidades e em sua capacidade de transformar e transcender toda e qualquer condição de vida. Para mais informações, visite www.acesacapuava.com.br , nossa loja virtual www.acesacapuavastore.org.br e página no facebook www.facebook.com/ACESACapuava.

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