Comunidades Terapêuticas do Rio de Janeiro passarão por atualização e alinhamento às novas diretrizes nacionais de humanização

Comunidades Terapêuticas do Rio de Janeiro passarão por atualização e alinhamento às novas diretrizes nacionais de humanização

Segundo a subsecretária de Políticas Inclusivas, Bianca Pacheco, protocolo vai considerar múltiplas vulnerabilidades, como violência doméstica, rompimento de vínculos e os desafios da maternidade

O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou um processo de atualização e alinhamento técnico de suas comunidades terapêuticas. A novidade foi anunciada pela subsecretária de Políticas Inclusivas, Bianca Pacheco, é resultado de um plano traçado durante sua participação no Encontro Nacional de Comunidades Terapêuticas, realizado no início do mês Março em Brasília. O plano reforça a necessidade de um cuidado mais individualizado e humano, especialmente para o público feminino e pessoas com deficiência. 

​O plano estratégico coincide com o lançamento do novo relatório técnico sobre o acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade pelo uso de substâncias psicoativas. O documento é uma iniciativa do Departamento de Políticas sobre Drogas (DEPAD), apresentado pelo seu diretor, Dr. Sâmio Falcão, e serve de baliza para as novas políticas em solo fluminense.

​– Este tema é muito importante pelas especificidades do acolhimento da mulher em situação de vulnerabilidade. A partir desses dados, poderemos levar para o Rio de Janeiro toda essa técnica e elevar o nível do atendimento feito a esta população. Com mais tecnicidade, as comunidades terapêuticas salvam vidas -, destacou a subsecretária estadual Bianca Pacheco.

Alinhamento estratégico e ciência

A atualização no Rio de Janeiro foca no monitoramento rigoroso das entidades e na implementação de protocolos que considerem as trajetórias marcadas por múltiplas vulnerabilidades, como violência doméstica, rompimento de vínculos familiares e os desafios da maternidade.

​O Dr. Sâmio Falcão (DEPAD) ressaltou que a ciência agora comprova a eficácia de modelos que priorizam grupos específicos.

​– O Governo Federal tem parcerias com as comunidades terapêuticas e, como prioridade na contratação, nós temos as vagas para as mulheres e mães nutrizes. Esse documento científico comprova que este trabalho tem bons resultados e que precisamos fortalecer e entender cada vez mais o acolhimento -, afirmou.

Participação e governança

O encontro em Brasília contou também com a participação de diversos atores do setor, incluindo o superintendente de Comunidades Terapêuticas, Douglas Marques, que reiterou o papel do Estado em garantir que o acolhimento não seja apenas um teto, mas um processo de proteção e escuta qualificada.

​Com essa agenda, o Rio de Janeiro se posiciona na vanguarda da aplicação de políticas públicas baseadas em evidências, garantindo que o tratamento para dependência química respeite a dignidade e a individualidade de cada mulher atendida pelo sistema.

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