Decisão judicial no MS determina cirurgia e tratamento com Polilaminina que pode recuperar movimentos após lesão na medula

Decisão judicial no MS determina cirurgia e tratamento com Polilaminina que pode recuperar movimentos após lesão na medula

Paciente tornou-se o 13º no Brasil a receber o tratamento, obtendo a autorização para participar por meio de decisão judicial. Medicamento em fase de estudos é apontado como grande esperança para regenerar neurônios na medula espinhal

O Hospital Militar de Área de Campo Grande/MS,  (HMilACG) realizou a primeira cirurgia com polilaminina em Mato Grosso do Sul. O paciente tornou-se o 13º no Brasil a receber o tratamento, obtendo a autorização para participar por meio de decisão judicial. O paciente é um militar. Ele ficou tetraplégico há cerca de dois meses

A polilaminina, uma proteína em fase de testes, está sendo aplicada em pacientes com lesões na medula espinhal, com aprovação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O procedimento contou com a participação de médicos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nesta fase, a empresa patrocinadora do estudo acompanha, registra e avalia todos os efeitos colaterais, mesmo os leves, para garantir a segurança dos participantes.

A expectativa é que, quando aplicada no local da lesão, a proteína estimule os nervos a criar novas conexões e recupere parte dos movimentos.

LIMINARES NA JUSTIÇA PARA A APLICAÇÃO

Decisões judiciais em todo o Brasil determinam que o laboratório Cristália, o grupo de pesquisadores da UFRJ e o poder público viabilizem a aplicação da polilaminina em pessoas que tiveram lesões medulares após traumas. Até agora, ao todo, são dez, sendo cinco já cumpridas, de acordo com a empresa.

Liminares já foram cumpridas em Caraguatatuba (SP), Vitória (ES), e Campo Grande (MS) e outras devem acontecer em Maringá (PR) e Salvador (BA)

O laboratório Cristália, apoiador financeiro da pesquisa e quem vai produzir o fármaco, caso ele seja futuramente aprovado pela Anvisa.

Em nota, informou que vai seguir cumprindo as ordens judiciais, que passam por aval da Agência. “Até agora, a empresa tem absorvido os custos das aplicações. A substância, caso se torne um medicamento aprovado, poderá ser fornecida pelo SUS (Sistema Único de Saúde), de acordo com conversas já abertas entre a Cristália e o Ministério da Saúde”.

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