Dia do Orgulho Autista: 8 a cada 10 profissionais autistas estão desempregados no Brasil

O Dia do Orgulho Autista é celebrado neste domingo (18). A data, definida a partir de uma iniciativa do grupo britânico Aspies for Freedom, tem como objetivo a celebração da neurodiversidade. Mas será que realmente temos o que comemorar nesse dia?. Uma pesquisa realizada pelo IBGE detectou que 85% dos profissionais autistas estão fora do mercado de trabalho, o dado revela um longo caminho a ser percorrido para alcançar a inclusão. 

Apesar da inserção de autistas no ambiente corporativo ser garantida pela lei de cotas (12.764), que determina a participação mínima para portadores de qualquer deficiência, poucas pessoas do espectro de fato estão empregados. O preconceito somado a falta de assistência e suporte para essa comunidade, são algumas das razões para isso. 

Para Alex Araujo, CEO da 4Life Prime Saúde Ocupacional – líder no segmento de saúde e segurança do trabalho: “Existe uma emergência em garantir a integração do portador de TEA dentro das empresas. Os autistas possuem muitas características e habilidades de aprendizado e isso não pode ser desconsiderado, pela falta de conhecimento, na hora da contratação”, diz.

A Google, uma das empresas de tecnologia mais famosas do mundo, é referência na criação de programas de inclusão. Em 2021, a marca lançou o “Programa de Carreira para o Autismo do Google Cloud” voltado para encontrar profissionais que trabalham com tecnologia de armazenamento (nuvem). Para coordenar a iniciativa, o Neurodiversity Project (programa da Universidade de Stanford) pretende treinar mais de 500 gestores para a contratação personalizada de portadores de TEA (Transtorno do Espectro Autista).

O setor de tecnologia é o que mais contrata autistas, pois os portadores dessa condição possuem: um ótimo conhecimento matemático e raciocínio lógico, boa memória visual, capacidade de concentração e habilidades tecnológicas. No entanto, ao empregar um autista, o local e o modo de trabalho devem sofrer adaptações que diminuam as dificuldades naturais da condição. 

“É preciso educar a equipe para receber e saber lidar com o portador de TEA. Além disso, atribuir e demandar tarefas de alta concentração podem ajudar a desenvolver as habilidades do autista e favorecem a empresa”, destaca Alex. 

Segundo dados mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), a estimativa é que existam 70 milhões de autistas no mundo e 2 milhões deles estão no Brasil. O Transtorno do Espectro Autista é marcado, muitas vezes, por traços de isolamento social, dificuldade de expressão e ansiedade. Por isso, apesar de ser uma condição comum,o acesso a um tratamento médico é indispensável para a integração dessas pessoas.

Após grande pressão social por parte dessa comunidade, a lei de número 14.454 foi sancionada para obrigar os planos de saúde a cobrirem tratamentos indispensáveis para este público. Ainda assim, muitos procedimentos indicados para tratar o TEA (Transtorno do Espectro Autista) não constam no rol de procedimentos da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e são taxados pelos planos e convênios. Como alternativa, algumas startups da área da saúde oferecem consultas e realização de exames mais baratos.

O cartão benefício é uma outra opção para aqueles que procuram uma alternativa que possibilita consultas e exames particulares com preços reduzidos. A SecureCard, por exemplo, é um cartão de multibenefícios que oferece acesso a serviços privados de saúde em todo o território nacional e possui mais de seis mil empresas credenciadas com um valor mensal que cabe no bolso do brasileiro, sendo possível usufruir dos benefícios e descontos. 

“Com a alta nos planos de saúde e as taxas cobradas para a realização de exames indispensáveis para os portadores do espectro autista, o cartão de benefícios é uma opção viável para o tratamento e o amparo dessas pessoas”, destaca Iuri Leite, fundador da SecureCard. 

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