Dia dos Pais: a importância da figura paterna no desenvolvimento da criança

Dia dos Pais: a importância da figura paterna no desenvolvimento da criança

Os pais têm a missão e o poder de moldar a consciência e a saúde emocional das crianças à medida que elas se tornam adultas.

O Dia dos Pais é uma data para celebrar esses homens tão importantes na vida de um pequeno ser. Trocar presentes, prestar homenagens ou apenas um abraço apertado podem transmitir o quanto eles são amados e fazem a diferença para uma família. Na criação de uma criança não é diferente, a figura paterna exerce no um papel fundamental no desenvolvimento emocional, social e neurológico das crianças.
 

O neurocirurgião e especialista em desenvolvimento infantil, André Ceballos, conta que a presença ativa do pai, ou de uma figura que exerça essa função afetiva, é determinante para o amadurecimento saudável do cérebro infantil. “O vínculo afetivo com o pai estimula áreas importantes do cérebro ligadas à autoconfiança, à regulação emocional e à resolução de conflitos. A criança que se sente segura na presença paterna tende a explorar mais o ambiente, desenvolvendo melhor sua cognição e suas habilidades sociais”, afirma.
 

O especialista também destaca que a figura paterna não está restrita ao modelo tradicional de família. Em vista de que, no Brasil Mais de 91 mil crianças foram registradas sem o nome do pai no ano de 2024, segundo dados do Portal da Transparência, da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen) “Quando falamos de paternidade ativa, estamos nos referindo à função emocional de acolher, proteger e ensinar. Avôs, tios, padrastos e até mães solo que ocupam esse papel contribuem, sim, para esse desenvolvimento saudável.”
 

Mesmo quando o pai não é biológico, é fundamental reconhecer o papel que ele pode exercer na educação da criança. Ter figuras substitutas de afeto, apoio e referência é essencial para o desenvolvimento emocional saudável. De acordo com Ceballos, quando a figura paterna está ausente, principalmente, de forma afetiva, o cérebro da criança pode interpretar isso como rejeição. Isso ativa áreas ligadas ao estresse e pode gerar, a longo prazo, padrões emocionais mais vulneráveis, como insegurança, necessidade excessiva de aprovação ou dificuldade em confiar nos outros.

Por isso, reforça o especialista, cultivar vínculos cedo é a base para um desenvolvimento saudável. E não se trata de grandes feitos, mas de presença real. Mesmo em meio a rotinas corridas, pequenos gestos cotidianos, como brincar sem distrações, participar da rotina escolar, ouvir com atenção e validar os sentimentos da criança, são poderosos. “Esses pequenos gestos ajudam a formar adultos mais equilibrados emocionalmente. Investir na presença, ainda que em momentos curtos, é um dos maiores presentes que um pai , ou qualquer figura paterna, pode oferecer a uma criança”, conclui.

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