Especialistas alertam para situação dos Autistas, vítimas das enchentes no sul do Brasil

Segundo a psicóloga Maria Célia Delgado e a fundadora da ONG Nosso Olhar, Thaissa Alvarenga, é preciso atenção especial a essas pessoas, pois situações como essa podem desregular-las facilmente

A situação vivida pelos habitantes do Rio Grande do Sul nos últimos dias, devido aos eventos climáticos extremos que atingem essa região, têm mobilizado o país. Os brasileiros têm acompanhado, dia a dia, as notícias sobre o tema, sendo que algumas delas vêm chamando a atenção devido a uma questão: o resgate de pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
 

Como o TEA é uma condição neurológica que afeta a interação social, a fala e o comportamento dessas pessoas, não só o resgate, como também o acompanhamento após esse evento, precisam ser realizados de uma forma diferenciada, isso é o que alerta Maria Célia Delgado de Carvalho, psicanalista e psicóloga na ONG Nosso Olhar, que oferece suporte a pessoas com deficiências intelectuais, como o Autismo.
 

Maria Célia ressalta alguns dos cuidados especiais que seriam necessários. “A situação ideal é que oferecessem locais próprios para as famílias com crianças especiais e que deixassem disponível contatos de assistência psicológica, para que eles pudessem ser amparados e apoiados no acontecimento de possíveis crises”, diz. A psicóloga também destaca a segurança e a integridade física dos autistas. “Ao mesmo tempo, é preciso pensar que essas pessoas têm uma vulnerabilidade maior e que elas precisam de uma proteção especial contra abusos, que poderiam causar danos irreparáveis”, afirma.

Pensando exatamente nessa questão, alguns abrigos específicos para esse público já estão sendo abertos nas regiões afetadas, mas ainda é preciso atenção com o assunto. Thaissa Alvarenga, mãe atípica e fundadora da ONG Nosso Olhar, ressalta que é preciso também um outro tipo de apoio. “Além do acompanhamento de psicólogas e terapeutas, é interessante também oferecer kits que possam ajudar na integração e desenvolvimento deles, até para que essas pessoas, que precisam de estímulo constante, não fiquem muito tempo desamparadas”, sugere.
 

Com o objetivo de evitar prejuízos ao desenvolvimento desse público específico, a fundadora da ONG conta que, em parceria com o Instituto Pertence, a Nosso Olhar está fazendo atendimento online aos Autistas que já estão nos abrigos específicos para pessoas com TEA.

Sobre a ONG Nosso Olhar

A ONG foi fundadaem 2018, em São Paulo,pela publicitária Thaissa Alvarenga, que tem 3 filhos: Chico, Maria Clara e Maria Antonia, sendo que Chico, hoje com 10 anos, nasceu com Síndrome de Down. A Associação tem como principais braços: a educação para incluir, a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho e na educação. Atualmente, o espaço oferece Psicoterapia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia, apoio pedagógico, Musicoterapia, Jiu-jitsu e psicomotricidade, integração sensorial e diversas vivências culturais para pessoas com deficiências. Além disso, a ONG realiza anualmente o Fórum Amigos da Inclusão, que tem como objetivo debater tendências e ideias inovadoras relacionadas a esse público, além de compartilhar experiências, gerando, assim, importantes transformações sociais.

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