Estudo inédito explora Relação entre Estresse Parental e Neurodesenvolvimento no Autismo

Um estudo conduzido pelo pós-PhD em Neurociências licenciado em Biologia Dr. Fabiano de Abreu Agrela, diretor do RG-TEA, propõe uma nova perspectiva sobre o impacto do estresse parental no desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). A pesquisa, ainda em análise por uma revista científica, destaca como o estresse e a ansiedade dos pais podem desencadear alterações epigenéticas que influenciam o desenvolvimento cerebral fetal, contribuindo para condições como o autismo.

Dr. Fabiano, conhecido por sua atuação no CPAH (Centro de Pesquisa e Análises Heráclito) e por liderar o projeto RG-TEA, explica: “O estresse e a ansiedade parental aumentam a excitabilidade glutamatérgica, desencadeando alterações epigenéticas que impactam a formação fetal. Essa excitabilidade anormal influencia diretamente o neurodesenvolvimento, levando a uma organização cerebral disforme que pode contribuir para condições como o autismo, frequentemente associado ao excesso de glutamato como um de seus principais fatores.”

O estudo enfatiza que o glutamato, um neurotransmissor essencial para o desenvolvimento e funcionamento do cérebro, desempenha papel central, mas não isolado. A pesquisa também considera outros neurotransmissores e hormônios, como serotonina, dopamina e cortisol, e suas interações epigenéticas no contexto de estresse parental.

Apoio Multidisciplinar e Participação Comunitária

O RG-TEA conta com a colaboração de profissionais autistas e familiares de pessoas com TEA, promovendo uma abordagem inclusiva e representativa. Entre seus membros, destaca-se Giovanna Cariry, influencer autista com mais de 3 milhões de seguidores, que atua como embaixadora do projeto. Giovanna comenta:

“É gratificante fazer parte de um projeto que aborda o autismo com base científica e humana, focado em promover um futuro mais inclusivo e consciente para nossa comunidade.”

Implicações do Estudo

A pesquisa revela fatores ambientais, como o estresse parental, podem interagir com predisposições genéticas para moldar o risco de TEA. Segundo Dr. Fabiano, o estudo também propõe intervenções preventivas, como suporte psicológico aos futuros pais e a redução de estressores ambientais durante a gestação, como estratégias fundamentais para mitigar o impacto no neurodesenvolvimento fetal.

Próximos Passos

O projeto RG-TEA planeja expandir suas pesquisas para explorar ainda mais as interações entre neurotransmissores, hormônios e fatores socioculturais. O objetivo é não apenas compreender as origens do TEA, mas também propor estratégias terapêuticas inovadoras.

Sobre o RG-TEA

O RG-TEA é uma iniciativa do CPAH destinada à pesquisa, ao debate e à conscientização sobre o autismo. Sob a liderança de Dr. Fabiano de Abreu Agrela, o projeto une ciência, inclusão e advocacia para criar soluções práticas e baseadas em evidências para a comunidade TEA.

Para mais informações sobre o estudo ou sobre o RG-TEA, acompanhe as redes sociais de Giovanna Cariry e as publicações do CPAH.

Créditos: Divulgação / MF Press Global

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