Informação foi divulgada pelo Vice-Presidente de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação no Laboratório Cristália – único responsável pela produção da Polilaminina
Em entrevista exclusiva para o Diário PCD, o Dr. Rogério Almeida – Vice-Presidente de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação no Laboratório Cristália, revela o acordo firmado com a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Apenas o Laboratório Cristália está autorizado pela produção e em atender as demandas judiciais e com autorização da Agência em encaminhar novos pedidos.
Se o paciente atender aos protocolos clínicos, o próprio laboratório cuida de toda a documentação burocrática — sem custos com honorários advocatícios e com resposta da agência em até 48 horas úteis.
A Polilaminina é a grande esperança brasileira para a regeneração da medula espinhal e o tratamento de lesões medulares (tetraplegia e paraplegia).
Assista para entender como solicitar, os prazos para o registro definitivo (previsto para 2027) e os alertas contra golpes.
Outro destaque do vice-presidente da Cristália é sobre a comercialização ilegal da Polilaminina. “Informamos que o Cristália é, atualmente, o único produtor mundial de polilaminina. Reforçamos que não disponibilizamos a substância a pacientes, sob nenhuma forma de fornecimento direto. Pedimos que a população redobre a atenção diante de possíveis golpes praticados por pessoas que entram em contato prometendo doação ou acesso ao medicamento”.
Como buscar informações sobre os protocolos para atender as demandas junto ao Laboratório Cristália
SAC. 0800 701 1918
www.cristalia.com.br
Instagram: @laboratoriocristalia
Facebook: LaboratórioCristália
LinkedIn:/LaboratorioCristalia
Como a polilaminina funciona
A polilaminina é baseada na laminina, uma proteína natural que forma uma grande malha durante a fase embrionária e auxilia na comunicação entre neurônios. Com o tempo, essa proteína se torna rara no organismo adulto. A pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, descobriu que era possível recriar em laboratório essa malha, extraindo a proteína de placentas, e aplicá-la diretamente na região lesionada da medula.
“Quando conseguimos reproduzir a polilaminina em laboratório, percebemos que ela poderia orientar os neurônios a se reconectarem e restabelecer a comunicação entre células nervosas, permitindo que os movimentos fossem recuperados”, explica Tatiana.
Quando reintroduzida no corpo, a polilaminina ajuda os neurônios a formar novos caminhos para os impulsos elétricos que permitem movimentos. O tratamento consiste em uma aplicação cirúrgica única no ponto da lesão, geralmente dentro de até 72 horas após o acidente, aumentando as chances de recuperação.
A equipe da UFRJ, composta por pesquisadores, médicos, fisioterapeutas e alunos, acompanha cada paciente de perto, garantindo que a aplicação da proteína seja segura e eficaz. O estudo é financiado pela FAPERJ, reforçando o impacto do investimento público em ciência no estado do Rio de Janeiro.




