Importância da Língua Brasileira de Sinais na Assistência de Enfermagem

OPINIÃO

  • Por Paloma Adelaide de Lima, Rosilene Pereira da Costa, Thaís de Andrade Godói Gonzaga, Wiliana Pereira Rossi e Vanilda Gomes Gimenez

A comunicação constitui-se no processo de troca de mensagens entre indivíduos com o intuito interagir uns com os outros.

Para estabelecer um diálogo com o paciente surdo ou com perda auditiva o ideal é fazer uso da Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS). O aprendizado desta linguagem evidencia um processo de comunicação entre o profissional de saúde e o indivíduo promovendo um cuidado mais humanizado e personalizado de acordo com as necessidades do cliente.

O objetivo central do trabalho visa responder a questão: Qual a importância do conhecimento da linguagem de sinais para o profissional de enfermagem quanto a sua valorização no mercado de trabalho, na construção do vínculo enfermeiro-paciente e na promoção de um atendimento mais humanizado a deficientes auditivos?

O levantamento bibliográfico foi feito utilizando combinações variadas de descritores em saúde que estão disponíveis na Biblioteca Virtual em Saúde. A partir desta, foram selecionadas as seguintes bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem On-line, Scientific Electronic Library On-line, Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação e Base de Dados de Enfermagem.

Para se comunicar com o cliente com deficiência auditiva, a enfermagem pode fazer uso de mímicas, leitura labial, linguagem escrita e pode também pedir ao acompanhante para mediar à comunicação. Entretanto, a maneira mais correta e eficiente de se prestar cuidado de enfermagem a estes é fazendo uso da LIBRAS, esta possui representações padronizadas que possibilitam interação recíproca, sendo a chave para garantir uma assistência de qualidade e personalizada atendendo as necessidades do cliente.

Apesar de existir nas grades curriculares como disciplina optativa, a LIBRAS nem sempre é aplicada aos acadêmicos e em seus locais de trabalho os profissionais de enfermagem não encontram subsídios nem incentivo para sua capacitação nesta área.

A inclusão social vem sendo inserida nos ambientes de saúde e em pouco tempo o mercado de trabalho irá requerer profissionais habilitados para atuarem nesta área. Sendo assim, é necessário investir na capacitação dos profissionais de enfermagem a fim de que estes estejam preparados para prestar um atendimento mais qualificado e humanizado às pessoas com deficiência auditiva, tendo êxito na construção da relação enfermeiro-paciente, uma vez que esta é indispensável à profissão.

  • * Paloma Adelaide de Lima, Rosilene Pereira da Costa, Thaís de Andrade Godói Gonzaga e Wiliana Pereira Rossi são Acadêmicas de Enfermagem do Centro Universitário do Espírito Santo
  • * Vanilda Gomes Gimenez é Enfermeira Mestre em Terapia Intensiva

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