Letramento vira ferramenta essencial em empresas que querem ser mais inclusivas

No mundo corporativo, a diversidade se tornou muito mais do que uma buzzword, ou em português ‘palavra da moda’. A busca por um ambiente de trabalho inclusivo, que valorize as diferenças e promova a equidade, é uma prioridade para empresas que desejam prosperar no século 21. No cerne dessa transformação, muitas organizações estão fazendo uso de uma ferramenta fundamental: o letramento, que agora abrange a compreensão e o respeito pelas diversas formas de identidade e cultura. E como esta estratégia se tornou um pilar para as organizações que buscam ser mais inclusivas e como essa discussão está moldando o futuro dos negócios e da sociedade?
 

De acordo com um estudo das empresas Vagas.com e Talento Incluir a maior barreira para a inclusão da diversidade é a falta informação, quanto aos benefícios de um ambiente respeitoso e inclusivo (48%), seguido de aceitação e respeito das lideranças (25%), e aceitação e respeito das pessoas colaboradores (14%). Neste cenário, uma parte crucial da solução reside na educação e na sensibilização das pessoas colaboradoras, particularmente as de níveis hierárquicos mais elevados, para uma nova mentalidade e conscientização em relação à diversidade. Portanto, o letramento é um elemento fundamental para que as organizações alcancem maior inclusão, uma vez que a exclusão social muitas vezes ocorre devido à falta de conhecimento, uma das causas básicas do preconceito.
 

Execução na prática

A filial brasileira da farmacêutica multinacional Lupin/MedQuímica anunciou recentemente o seu novo programa de Inclusão e Diversidade que visa aprofundar o olhar, o conhecimento e as ações sobre e entre as pessoas colaboradoras, por meio de uma jornada com roda de conversa com gestores, grupos focais, letramento, construção participativa de melhores práticas e a formação de seu Comitê de Inclusão e Diversidade. O projeto está em andamento, e o mais recente movimento foi o encontro do Comitê, que ajudará no desenvolvimento e implementação de estratégias e iniciativas que fomentem a inclusão e a diversidade na empresa. A reunião aconteceu na fábrica da empresa, em Juiz de Fora/MG, foi liderada pela área de RH e conduzida pela empresa parceira, FourAll.
 

“Doze pessoas voluntárias provenientes de diferentes áreas, níveis hierárquicos e marcadores sociais estão compondo o Comitê, visando assegurar a escuta qualificada e de diferentes perspectivas. Ainda durante o encontro, iniciamos um letramento básico, com o objetivo de unificar o conhecimento de conceitos e estimularmos a reflexão de como eles se apresentam na empresa e o que podemos fazer a partir desses entendimentos. Nessa etapa, além das pessoas membras do comitê, participaram pessoas das equipes de RH, Saúde e Segurança no Trabalho e Compliance. A fase de letramento terá ainda dois novos encontros a serem realizados em novembro”, explica o Gerente de Recursos Humanos, Júlio Cesca.
 

Para o Gerente de Recursos Humanos da Lupin/MedQuímica, Júlio Cesca, se torna imprescindível atualmente ações dentro das empresas acerca do tema. “É evidente a nossa preocupação sobre as questões enfrentadas pelas minorias sociais. Para inovar, crescer e evoluir, precisamos reconhecer o valor da pluralidade de características humanas, como nosso gênero, raça, idade, condição de deficiência, sexualidade, religião, origens, que impactam nossos valores e crenças e nos fazem pessoas únicas e singulares.”
 

O CEO da farmacêutica, Alexandre França, reforça a importância de ter deliberadamente políticas de inclusão nas companhias do setor: “A empresa deve ter uma política de inclusão de gênero e raça, por exemplo? Deve”. Ele ainda reforça: “Não basta eu dizer que a Lupin/MedQuímica não é racista, é preciso reforçar que nós somos antirracistas”.
 

“No mundo, no universo organizacional, as mulheres passam por discriminações. Quantas vezes um homem é interrompido em uma reunião, comparado a uma mulher? Isso para mim é muito grave. Ou então não contratar a melhor candidata porque ela é do gênero feminino. Eu como gestor não acho que uma mulher está em desvantagem porque tem direito à licença maternidade. Condeno terminantemente a gestão que demite uma mulher porque voltou da licença maternidade”, finaliza o CEO.

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