Março Verde busca conscientizar sobre doença neurológica rara e grave

Causada por surtos graves e recorrentes no sistema nervoso central, o distúrbio do espectro da neuromielite óptica, identificada pela sigla NMOSD, pode acometer grave e rapidamente o nervo óptico e a medula espinhal. Com o objetivo de elevar o conhecimento sobre a doença, a Associação Brasileira de Neuromielite Óptica (ABNMO), com apoio da biofarmacêutica Amgen e da Comunidade NMO, promove uma série iniciativas no Março Verde, em função do Dia Nacional de Conscientização sobre a NMO (27 de março). Estima-se que 41% das pessoas acometidas pela doença podem ficar cegas de pelo menos de um olho cinco anos após o início dos sintomas1 e 34% podem desenvolver deficiências motoras permanentes2.

“É fundamental desenvolvemos iniciativas que aumentem a conscientização tanto da sociedade quanto da classe médica, facilitando diagnósticos precoces e melhorando a qualidade de vida dos pacientes”, atenta Cleide Lima, presidente da Associação Brasileira de Neuromielite Óptica (ABNMO).

No início de março a capital paulistana contou com uma série de atividades, como encontros de pessoas que convivem com NMOSD com participação do neurologista Herval Neto, Caravana Conexões Verdes no Parque do Ibirapuera, na região Central, na Avenida Paulista e no Parque Villa Lobos com distribuição de materiais informativos, além de palestras de conscientização em escolas.

Saiba mais sobre o NMOSD: o distúrbio do espectro da neuromielite óptica, identificado pela sigla NMOSD é uma doença rara autoimune faz com que o corpo produza um anticorpo chamado anti-aquaporina 4, que ataca a proteína responsável por transportar água no sistema nervoso3.

Com isso, ocorre a destruição de células e fibras nervosas na medula espinhal (mielite) e fibras nervosas no nervo óptico (neurite óptica). Cada episódio grave ou agudo da doença pode gerar danos irreversíveis. Perda de visão, paralisia, perda de sensibilidade, disfunção da bexiga e do intestino, dor neuropática e insuficiência respiratória podem ser manifestações da doença. Além disso, a NMOSD ocorre mais comumente em mulheres e pode ser mais comum em indivíduos de descendência africana e asiática4.

Para conferir as demais programações para o mês de março, acesse o Instagram da ABNMO.

Referências


[1] Jiao Y, Fryer JP, Lennon VA, Jenkins SM, Quek AML, Smith CY, et al. Updated estimate of AQP4-IgG serostatus and disability outcome in neuromyelitis optica. Neurology. 2013 Oct 1;81(14):1197–204.

[2] Kitley J, Leite MI, Nakashima I, Waters P, McNeillis B, Brown R, et al. Prognostic factors and disease course in aquaporin-4 antibody-positive patients with neuromyelitis optica spectrum disorder from the United Kingdom and Japan. Brain. 2012 Jun;135(6):1834–49.

[3] Layman’s guide to NMO. Sumairafoundation܂org.

[4] Flanagan EP, et al. Epidemiology of aquaporin-4 autoimmunity and neuromyelitis optica spectrum. Ann Neurol. 2016;79(5):775-783

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