Mercado de trabalho PcD se recupera 16% em 2022, mas profissionais estão procurando menos oportunidades

O mercado de trabalho para pessoas com deficiência está cheio de desafios. Dentre eles, a dificuldade de inclusão e adaptação no ambiente de trabalho. Apesar das adversidades, o número de vagas para pessoas com deficiência se recuperou 16% em 2022, em comparação com o ano passado, apontou levantamento feito pelo Empregos.com.br, portal de recrutamento e seleção.

Em agosto a plataforma registrou 4,8 mil vagas ativas e 218 candidatos com alguma deficiência em busca de novas oportunidades. Embora haja uma recuperação da oferta de trabalho no último ano, o número de profissionais com deficiência no mercado está em queda. No primeiro semestre de 2018 o portal contabilizava 13,2 mil cadastros; em 2019 esse número caiu para 11,3 mil; e atualmente se mantém em 9 mil.

Leonardo Casartelli, diretor-geral do Empregos.com.br, explica a queda. “Existe uma baixa divulgação das oportunidades para pessoas com deficiência. Elas estão centralizadas em poucos canais e muitas vezes o profissional não consegue acessá-las”, afirma. “Vagas presenciais também podem ser uma dificuldade encontrada por esse trabalhador, uma vez que cargos para atuação remota ou híbrida atendem melhor às suas necessidades.”

Mesmo que a Lei (n° 8213/91) estabeleça que empresas com mais de cem funcionários devem preencher parte das suas vagas com pessoas com deficiência, a meta ainda está longe de ser cumprida. Segundo a Relação Anual de Informações Anuais (RAIS), em 2019 o número de profissionais com deficiência trabalhando formalmente no país correspondia a menos de 1% dos empregados totais.

Dados do Empregos.com.br comprovam o cenário. As vagas para pessoas com deficiência estão abaixo do nível pré-pandemia. No primeiro semestre de 2019, mais de 16 mil vagas foram abertas para o público com deficiência. Já nos primeiros seis meses de 2022 o número chegou a 10 mil, uma queda de quase 38% comparado a três anos atrás, segundo o portal.

“Para incluir esses profissionais nas empresas, precisa haver uma mudança na cultura organizacional. Não basta abrir a vaga, mas sim oferecer um ambiente e condições de trabalho inclusivas, que assegurem o bem-estar do colaborador com deficiência. Sobretudo no home office, que possui suas limitações”, diz Casartelli.

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