O Mínimo Não Basta: Por um 8 de Março de Verdadeira Igualdade

OPINIÃO

  • * Por Jairo Varella Bianeck

Não te agrido.

Não te ofendo com palavras ou silêncios.

Não te impeço de ser quem és.

Não te prendo.

Não te proíbo de visitar a família, estudar, trabalhar.

Não te digo o que vestir, como falar, quem ver.

Não te controlo.

Não vasculho seu celular, não desconfio de cada passo.

Não uso seu dinheiro, não critico suas compras.

Não te diminuo.

Não te sobrecarrego com a casa, com os filhos, com o peso do mundo.

Não te culpo pelo que os outros fazem ou deixam de fazer.

Não te violo – nem com palavras, nem com gestos, nem com leis não ditas.

Não te machuco física, emocional ou financeiramente.

Não faço de tua liberdade uma concessão.

Isso é o mínimo.

E, ainda assim, não é suficiente.

Ainda há muito a ser feito.

Ainda há muito a ser conquistado.

Porque respeito não é favor.

E igualdade não deveria ser promessa.

* Jairo Bianeck é Advogado dedicado ao direito das Pessoas com Deficiência e Direito de Família.

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