ONCB divulga “repúdio à imitação de pessoas cegas durante o carnaval” pelo prefeito Eduardo Paes

ONCB divulga "repúdio à imitação de pessoas cegas durante o carnaval" pelo prefeito Eduardo Paes

As cenas foram divulgadas pelo Diário PcD e mostram o prefeito do Rio de Janeiro com óculos escuro e uma bengala, dançando e imitando uma pessoa com deficiência visual

Durante os desfiles das Escolas de Samba no Sapucaí, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, foi gravado cometendo o capacitismo contra pessoas com deficiência visual, demonstrando discriminação, preconceito e opressão contra o segmento. Essa forma de preconceito estrutural subestima a capacidade, ignora a autonomia e reduz a pessoa à sua condição, tratando-a como inferior ou um exemplo de superação

As imagens que circulam pelas redes sociais mostra Paes segurando uma bengala e utilizando óculos escuros enquanto dança e brinca. Ao fim da gravação, sua esposa tira a bengala da mão do prefeito ao vê-lo sendo filmado.

Após a divulgação das imagens, a repercussão gerou revolta e indignação no segmento da pessoa com deficiência em todo o Brasil.

Confira a repercussão: https://diariopcd.com.br/prefeito-do-rio-de-janeiro-usa-bengala-oculos-escuros-e-zomba-de-pessoas-com-deficiencia-visual/

Ainda: https://diariopcd.com.br/imitem-mal-mas-ao-menos-lembrem-de-nos/

Pelas redes sociais, a ONCB – Organização Nacional de Cegos do Brasil, informou que enviou um ofício ao prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, repudiando o fato de ele ter imitado uma pessoa cega durante o Carnaval.

No ofício, intitulado “Repúdio à imitação de pessoas cegas durante o Carnaval”, a ONCB destaca que “a atitude, especialmente por ter sido protagonizada pelo próprio Chefe do Executivo municipal, afronta diretamente a dignidade de aproximadamente 7 milhões de brasileiros cegos ou com baixa visão, que diariamente lutam por respeito, acessibilidade e participação plena na vida social”.

O ofício enfatiza, entre outros pontos, que: “quando qualquer pessoa, sobretudo uma autoridade pública, transforma a deficiência em caricatura, reforça estereótipos históricos e legitima práticas discriminatórias. Nas escolas brasileiras, por exemplo, crianças e adolescentes cegos e com baixa visão enfrentam, de forma recorrente, situações de bullying alimentadas por preconceitos que refletem comportamentos e discursos discriminatórios naturalizados por adultos”.

Até a manhã desta quinta-feira, 19, não houve nenhuma manifestação da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e nem de Eduardo Paes.

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