OPINIÃO – Dia da Conscientização sobre o Autismo

  • Por André Naves

O dia 2 de abril, tanto em âmbito nacional como internacional, é marcado como dia de conscientização sobre o autismo. Ele, também conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é um transtorno do desenvolvimento neurológico que afeta a comunicação, a interação social, o comportamento e o processamento sensorial. 

As pessoas com autismo enfrentam diversas barreiras em seu dia a dia, entre as quais podemos destacar as de comunicação e interpretação, interação social, processamento sensorial (hipersensibilidade ou hiposensibilidade), preparo no ambiente escolar, acesso ao mercado de trabalho e acesso a serviços de saúde.

Por outro lado, eles têm potencialidades e habilidades únicas, que podem ser exploradas e valorizadas, como concentração, pensamento lógico e sistemático, e criatividade, como, por exemplo, no caso de Temple Grandin, autora, palestrante e professora universitária americana, conhecida por seu trabalho em design de instalações para animais de criação. Também, Anthony Ianni, ex-jogador de basquete universitário americano e defensor dos direitos das pessoas autistas, ou Stephen Wiltshire, artista britânico autista, conhecido por sua habilidade extraordinária de desenhar paisagens urbanas inteiras a partir da memória. 

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, portanto, é uma data essencial para aumentar a visibilidade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para promover a inclusão e a igualdade de oportunidades para as pessoas autistas. 

Assim, conscientização sobre o autismo é fundamental para reduzir o estigma e a discriminação associados ao transtorno, e para promover a aceitação e a compreensão das diferenças individuais. Além disso, a conscientização sobre o autismo pode ajudar a promover políticas públicas inclusivas e a melhorar o acesso das pessoas autistas a serviços e recursos essenciais, como educação, saúde e trabalho.

Ao reconhecer a importância da convivência entre pessoas diferentes e do respeito às diferenças individuais, podemos promover a emancipação coletiva das pessoas, autistas, ou não, estimulando-as a desenvolver suas habilidades e talentos de acordo com suas capacidades e limitações.

  • André Naves é especialista em Direitos Humanos e Sociais.
    Defensor Público Federal. Escritor, Palestrante e Professor. Conselheiro do Chaverim, grupo de assistência às pessoas com Deficiência. Comendador Cultural.
    Colunista do Instituto Millenium, além de diversos outros meios de comunicação. www.andrenaves.com.

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