OPINIÃO: Norma internacional auxilia instituições a fornecerem uma educação mais inclusiva

*Por Alessandra Gaspar Costa

A cada 110 pessoas, uma é portadora do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), segundo o CDC (Center of Deseases Control and Prevention), entidade ligada ao governo dos Estados Unidos. Esse parâmetro indica cerca de 2 milhões com TEA no Brasil, número expressivo e que deve ser considerado por todas organizações educacionais.
 

Para não segregar alunos com TEA ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), por exemplo, a escola necessita que a inclusão seja um pilar em sua gestão. A norma internacional ISO 21001 — Sistema de Gestão para Organizações Educacionais — assegura que os educadores e demais envolvidos na organização que tenham contato com pessoas com deficiência (PCD) possuam treinamento especializado.
 

Uma organização educacional certificada com essa norma também deve manter comunicação e um bom relacionamento não apenas com seus alunos, educadores e profissionais, mas com as famílias dos estudantes, que poderão se envolver na gestão escolar.
 

A ISO 21001 pode ser aplicada em organizações públicas ou privadas, independentemente da modalidade (presencial, online e híbrida) ou também se aplica em casos que a atividade principal não seja educacional, como departamentos de treinamentos profissionais. O processo de certificação é iniciado com a solicitação da organização para uma entidade certificadora, envio de documentos e realizações de auditorias.
 

A escola é o primeiro lugar que uma criança desenvolve vínculos sociais fora do círculo familiar, sendo importante até em processos de diagnósticos, considerando os educadores e profissionais treinados que a norma exige. E por incorporar o ciclo PDCA — Plan, Do, Check, Act, em português, planejar, fazer, checar e agir — é possível corrigir falhas e também evoluir a partir de resultados já positivos.
 

A ISO 21001 é uma norma de 2020, e conversa diretamente com pontos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa (LBI) com Deficiência de nº 13.146, em vigor desde 2016, com objetivo de assegurar e promover direitos, liberdades fundamentais, inclusão social e cidadania de pessoas com deficiência.
 

A LBI enfatiza que haja disponibilidade de professores para atendimento de alunos com deficiência e de recursos de acessibilidade e de tecnologia assistida, sendo esses requisitos para a certificação com a norma.
 

*Alessandra Gaspar Costa é diretora-executiva da APCER Brasil, empresa de origem portuguesa, reconhecida mundialmente como um dos principais prestadores de serviços de certificação, auditoria a fornecedores, auditoria interna e treinamento. 

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