Pesquisa mostra que contratações têm o melhor índice desde 2016
A contratação de pessoas com deficiência nas metalúrgicas de Osasco e região registrou avanço importante em 2025, quando a média geral de cumprimento da Lei de Cotas chegou a 105,2% e 60% das empresas cumprem 100% ou mais, tratando-se do segundo melhor resultado desde 2016. Os dados são da 20ª Pesquisa Lei de Cotas – Trabalhadores com Deficiência no Setor Metalúrgico de Osasco e Região, divulgada na última semana, no auditório da Cinpal, metalúrgica que mais contrata trabalhadores com deficiência na região.
A Pesquisa é uma realização do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, com apoio da Gerência Regional do Trabalho em Osasco e do Projeto de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo.
Para o presidente do Sindicato, Gilberto Almazan (Ratinho), a retomada e fortalecimento do Ministério do Trabalho neste governo, aliado ao trabalho do Sindicato na valorização da Lei de Cotas, contribuíram para o resultado, embora ainda haja espaço para avançar.
Desafios – Apesar do avanço nas contratações, a Pesquisa também revela desafios importantes. A maior parte das vagas (71,6%) é ocupada por trabalhadores com deficiência física ou auditiva. Já pessoas com deficiência intelectual, psicossocial, TEA (transtorno do espectro autista) ou deficiências múltiplas representam apenas 6,3% das contratações, o que indica que ainda existem preferências e barreiras na inclusão de determinados grupos.
As empresas que lideram as contratações no setor estiveram na apresentação e deram depoimentos estimuladores de práticas de inclusão.
“Quando falamos de sustentabilidade, falamos, acima de tudo, de pessoas e de equidade. Diferente de outras características, a deficiência pode fazer parte da vida de qualquer um de nós, a qualquer momento — e isso nos convida a olhar o outro com mais empatia. Na nossa empresa, a inclusão não é tratada como obrigação ou cota, mas como reconhecimento de competência e performance. As pessoas com deficiência são valorizadas pelo que entregam, e é isso que constrói, na prática, um ambiente mais justo, humano e verdadeiramente sustentável”, afirmou, Thais Lima Machado Matos, da empresa Mineração Taboca, de Pirapora do Bom Jesus.
Acompanharam os resultados da pesquisa trabalhadores com deficiência, empresas, dirigentes sindicais, Centro Paralímpico Brasileiro, parceiros pela inclusão e a alta direção do Ministério do Trabalho em São Paulo, dentre eles o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Estado de São Paulo, Marcus Alves de Mello, que destacou: “na próxima Pesquisa vamos bater esta meta”, e reforçou que é “gratificante trabalhar junto com o Sindicato nesta luta e provar que a inclusão no mercado de trabalho é possível”.
Fonte: Por Auris Sousa – Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região




