Pesquisadores iniciam estudos para Centro de Ciência para o Desenvolvimento voltado ao paradesporto em São Paulo

Pesquisadores iniciam estudos para Centro de Ciência para o Desenvolvimento voltado ao paradesporto em São Paulo

Em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro e as universidades USP, Unesp, Unicamp e Unifesp, iniciativa integra ciência, esporte e políticas públicas para melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as universidades USP, Unesp, Unicamp e Unifesp deram início a um ambicioso projeto de pesquisa aplicada voltado à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência, por meio do paradesporto.

Pesquisadores das quatro universidades visitaram o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, e deram início aos trabalhos do recém-criado Centro Multiprofissional de Estudo Paralímpico e Paradesportivo (CMEPP), um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) que congrega uma equipe de pesquisadores, visando a estabelecer um centro de pesquisa e difusão, assim como a promover um ambiente capaz de estimular a prática do paradesporto das pessoas com deficiência em diferentes contextos, como saúde, educação e esporte de alto desempenho.

Com duração prevista de cinco anos, o CMEPP tem a missão de promover o avanço científico, a difusão e a transferência de conhecimento para subsidiar políticas públicas nos eixos de saúde, formação, alto desempenho esportivo e tecnologia.

“O projeto parte do entendimento de que o esporte paralímpico é, além de ferramenta de saúde, um dos principais mecanismos de inclusão social, ao colocar a pessoa com deficiência em evidência por sua potencialidade”, afirma Ignacio Poveda, assessor especial da SEDPcD.

Os CCDs são uma modalidade de apoio à pesquisa que reúne universidades, órgãos governamentais, empresas e organizações da sociedade civil em torno de problemas concretos de interesse social e econômico do Estado de São Paulo.

“O compromisso do modelo é gerar, em até cinco anos, resultados relevantes tanto para o avanço do conhecimento científico quanto para a melhoria efetiva de políticas públicas”, completa Poveda.

Com direção do professor José Cesar Rosa Neto, da USP, e vice-direção de Marco Carlos Uchida, da Unicamp, o CMEPP reúne dezenas de pesquisadores de diferentes áreas e instituições, além de gestores públicos e parceiros institucionais.

Saúde e qualidade de vida

No eixo da saúde, os pesquisadores irão investigar e monitorar parâmetros bioquímicos, inflamatórios, imunológicos, morfológicos e funcionais em pessoas com deficiência, atletas ou não. “O objetivo é compreender a relação entre exercício físico, inflamação crônica de baixo grau e resposta imunológica, identificando mecanismos e possíveis alvos terapêuticos que contribuam para a promoção da saúde sem perder de vista o desempenho esportivo” ressalta Rosa Neto.

A linha de formação concentra esforços na inclusão, divulgação e promoção do paradesporto e do esporte paralímpico entre crianças e jovens. Em articulação com programas do CPB e da SEDPcD, o Centro irá validar modelos de intervenção, acompanhar o desenvolvimento de atletas e avaliar os efeitos dos programas de capacitação de profissionais que atuam na área.

Já o eixo de alto desempenho esportivo acompanhará, ao longo de um ciclo paralímpico completo, atletas que se preparam para os Jogos de Verão de Los Angeles 2028 e os Jogos de Inverno dos Alpes Franceses 2030. Serão monitorados indicadores físicos, psicológicos, imunológicos e biomarcadores relacionados à performance, composição corporal e risco de lesões, contribuindo para a excelência esportiva baseada em evidências científicas.

A tecnologia é outro pilar estratégico do CMEPP. O Centro utilizará dispositivos vestíveis, exergames – videogames que usam o movimento corporal do jogador para interagir, combinando a diversão dos jogos eletrônicos com atividade física – , rastreamento de movimentos corporais e ferramentas de inteligência artificial para monitorar variáveis cinemáticas e biomarcadores em atletas e não atletas. A proposta é desenvolver soluções tecnológicas adaptadas às diferentes necessidades do paradesporto, ampliando o acesso e a segurança na prática esportiva.


Fonte: Departamento de Comunicação da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

Crédito/Imagem: Representantes da SEDPcD, CPB e das universidades USP, Unesp, Unicamp e Unifesp. Foto: Jess Mariz/SEDPcD

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