Pessoas com transtornos mentais podem se relacionar de forma amorosa e afetiva, entenda quais os cuidados necessários

Estar em um relacionamento amoroso requer atenção, cuidado, compreensão e muita comunicação. Às vezes, lidar com o outro estando constantemente ao seu lado pode ser um grande desafio. Quando falamos em relações com pessoas que possuem transtornos mentais, os obstáculos e desafios podem pedir mais atenção e cuidados.

É preciso entender que quem possui transtornos mentais têm sua própria forma de enxergar o mundo e as pessoas à sua volta.   “Os transtornos podem envolver alterações no pensamento, humor e percepção da realidade, afetando o funcionamento emocional, cognitivo e comportamental do indivíduo. Isso requer atenção e cuidado redobrados”, explica Fábio Borba, psicólogo com especialização em relacionamentos.

De acordo com o especialista, também é necessário entender que existem diversos tipos de transtornos mentais, cada um com suas particularidades, sintomas e critérios de diagnóstico. Alguns exemplos comuns de transtornos mentais incluem: depressão, ansiedade, transtornos do humor, transtornos alimentares, esquizofrenia e transtorno de personalidade.

“É importante lembrar que os transtornos mentais são condições de saúde legítimas, assim como qualquer outra doença física, e que o tratamento adequado e o apoio podem ajudar as pessoas a lidar com seus sintomas e melhorar sua qualidade de vida”, explica Fábio.

Não é preciso esconder o transtorno por medo ou vergonha, muito pelo contrário, conversar sobre o assunto pode ajudar a alavancar a relação, que deve acontecer na base da confiança mútua e diálogo. Relacionamentos impactam e muito a qualidade de vida de uma pessoa com essa condição e é necessário se aproximar de parceiros que acolham, entendam e ofereçam suporte. 

“Se educar e compartilhar informações sobre a condição do parceiro e o seu tratamento, é uma ferramenta que pode fortalecer e trazer equilíbrio para o relacionamento. Gerando um espaço de trocas seguro, confortável e de confiança”, complementa Fábio.

Uma pessoa com transtorno mental pode viver momentos de crise, e é importante manter-se calmo, priorizar a sua segurança e ouvir de forma acolhedora, oferecendo assim suporte emocional e incentivo à persistência no tratamento e a busca por ajuda profissional. 

Manter o equilíbrio e garantir que o relacionamento seja construído sobre bases românticas, emocionais e de apoio, é essencial para que a relação não se torne parental ou terapêutica. Vale sempre lembrar que: autonomia e responsabilidade de cada um; comunicação aberta e honesta; independência e liberdade de cada um; atividades e interesses diversos juntos e separados e apoio externo quando necessário são pilares importantes dentro dos relacionamentos. 

“Estabelecer suporte psicológico para o casal, a fim de ter  um espaço seguro para ambos expressarem seus sentimentos, preocupações e entendimentos decorrentes do transtorno mental, é essencial. Isso pode ajudar na compreensão mútua, na comunicação eficaz e no desenvolvimento de estratégias conjuntas para garantir um relacionamento saudável e duradouro”, finaliza o psicólogo.  

Fábio Borba é psicólogo clínico, formado pelo Centro Universitário São Camilo e Pós-Graduado em Gerontologia, Sexualidade Humana com Atualização em sexualidade, identidade de gênero e orientação sexual pelo Instituto de Psiquiatria – HCFMUSP, Aprimoramento em Terapia de Casal e Relacionamentos com trabalhos realizados na área da psicologia social, sexualidade e psicoterapia.

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