Projeto Andança Inclusiva leva modalidade olímpica do breaking às escolas

O breaking é uma das modalidades do projeto Andança Inclusiva, que conta com cadeirantes e atletas do break dance e vai até escolas públicas para promover a inclusão e inspirar a potencialidade esportiva, artística e humana.

Parte da cultura hip hop, o breaking ou break dance é um tipo de dança urbana que surgiu nos Estados Unidos, na década de 1970, e estreará como modalidade esportiva nos Jogos Olímpicos Paris.
No entanto, para cerca de 10 mil estudantes de 1º e 2º graus de escolas públicas nos estados de Minas Gerais e Goiás, o breaking foi a primeira forma de contato com a arte, a cultura e o esporte. Isto graças ao projeto Andança Inclusiva, do Instituto Saúde e Equilíbrio, que leva espetáculos de dança, breaking e oficinas culturais sobre diversidade e inclusão às escolas públicas e ONGs do triangulo mineiro e Alto Paranaíba (MG).
 
Ir até onde o público está ao invés de esperar que ele venha até o projeto. Este é o grande diferencial do Andança Inclusivas que, só em 2024, já atendeu cerca de 10 mil crianças e adolescentes, entre 7 e 17 anos, de acordo com Clovim (Clóvison Elberth Alves Gonçalves) idealizador do projeto, que tem como objetivo principal estimular e promover a integridade e potencialidade física e psicossocial humana.
 
“A Educação é feita de momentos contínuos e de despertares. Temos dados públicos que indicam que menos de 10% das crianças e adolescentes em idade escolar têm oportunidade de participarem de uma oficina continuada, que é o que a maior parte dos projetos sociais oferecem. Portanto, as apresentações do Andança nas escolas, que sempre tem PCDs na equipe, funcionam como um despertar para estes 90% de alunos, que nunca tiveram a oportunidade de ter um contato presencial com a arte e/ou com a dança”, frisa Clovim.
 
Dança em cadeira de rodasO projeto Andança Inclusiva sobrevive graças aos recursos que recebem via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei 8313/1991), popularmente conhecida como Lei Rouanet, e Clovim conta que graças a uma coincidência o projeto poderá ser levado a outras cidades e estados do Brasil.
 
“Eu estava procurando na cidade de Patrocínio (MG), onde moro, alguém que usasse cadeira de rodas e pudesse integrar ao projeto, quando ao sair da igreja encontrei uma jovem em uma cadeira de rodas cor de rosa e aí ela aceitou participar do grupo.”, relata Clovim.
 
A garota era Júnia Dornelas, 27 anos, natural de Patrocínio (MG). Há nove anos, a estudante de Administração, sofreu um acidente de moto que a deixou paraplégica.
 
“Eu tive uma lesão medular (níveis T6 e T7) e uma das sequelas deste acidente, além do uso de cadeira de rodas, é que passei a ter bexiga neurogênica (dissinergia de comunicação entre o cérebro e o sistema urinário, impedindo que a pessoa urine naturalmente) e a necessidade de realizar o cateterismo intermitente limpo (CIL) para esvaziar a bexiga. Como uso cateter hidrofílico que me dá liberdade e independência, eu aceitei o convite do Clovim e, hoje, participo do projeto, dançando música clássica associada ao breaking, com o Jardel, que é um grande nome do freestyle no break dance brasileiro.”, conta Júnia Dornelas, que é embaixadora da Coloplast, empresa líder global em cuidados para pessoas com necessidades íntimas de saúde.
 
Clovim relembra que quando a agência de captação de recursos do Instituto Saúde e Equilíbrio apresentou a Coloplast como uma possível apoiadora para a 2ª edição do projeto, imediatamente se lembrou da Júnia, que já era dançarina no projeto.
 
“Foi uma feliz coincidência que ajudou a Coloplast a se interessar, ainda mais, pelo nosso projeto. E este apoio foi de suma importância, porque permitirá que ultrapassemos a marca de 10 mil atendidos, levando nosso projeto para outros Estados. Além disso, a empresa tem propósitos em comum conosco no que tange aos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS-ONU) e que, inclusive, são avaliados pelos gestores escolares das unidades onde nos apresentamos”, salienta Clovim.
 
Compromisso com a sociedade“A Coloplast é uma empresa comprometida com a responsabilidade social e reconhece a importância de apoiar projetos como este. Por meio da Lei Rouanet e de outras leis de incentivo, apoiamos mais três projetos, que contribuem para construção de um mundo mais inclusivo e igualitário.”, salienta Claudio Drucker, gerente de Contabilidade e Tributos da Coloplast.

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