Projeto esportivo-pedagógico para pessoas com e sem deficiência promovido em Xerém (RJ) alcança 8.400 beneficiários no país

Implementado pelo Instituto Incluir, Brasil Diversidade Novos Valores II já realizou cerca de 158 mil atendimentos diretos e indiretos, em sete meses, atuando em regiões de extrema vulnerabilidade socioeconômica e comunidades ribeirinhas e indígena

O projeto Brasil Diversidade Novos Valores II, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte e realizado pelo Instituto Incluir, inicia suas atividades, em 2025, com dados que chamam a atenção. Com atividades esportivo-pedagógicas, psicológicas e nutricionais, além de ser voltado a crianças e jovens e adultos com e sem deficiência, a iniciativa gratuita alcançou a marca mensal de assistência a mais de 1.200 beneficiários diretos e indiretos, totalizando 8.400, em seus sete meses de atuação (entre junho e dezembro de 2024). E 25.600 atendimentos diretos e indiretos ao longo de cada mês, acumulando cerca de 158 mil, no mesmo período.

Contando com o patrocínio das empresas Nubank e Deloitte, o Brasil Diversidade Novos Valores II atua em regiões de extrema vulnerabilidade socioeconômica evem transformando a vida de beneficiários e seus familiares, em Xerém, na Baixada Fluminense, RJ.

Com previsão de término em junho de 2025, o projeto de iniciação esportiva oferece aprendizado prático das modalidades de bocha adaptada e parabadminton, além de atividades lúdicas, educativas, literárias, culturais, jogos interativos, oficinas e festivais.

A iniciativa proporcionou também assistência psicológica, com atividades, ações e rodas de conversa e acolhimento, educação alimentar e nutricional, além de distribuir cerca de 12.600 kits de lanche e água durante as atividades, 1.050 cestas básicas e cerca de 14 toneladas de alimentos.

“Temos 90% de beneficiários atendidos com deficiência, com o projeto sendo executado em locais de extrema vulnerabilidade social, afastados dos grandes centros e com população carente, além de comunidades ribeirinhas –  algumas contempladas com projetos sociais de forma inédita – e uma indígena. O objetivo da assistência multidisciplinar é também um instrumento de respeito aos limites individuais e de promoção de relações de convivência harmônicas”, diz a coordenadora do projeto, Nathalia Maciel.

“E todo esse leque de atividades impulsionou o fortalecimento da compreensão sobre o valor da aceitação e da amizade, encorajando reflexões sobre autocuidado, confiança e amplo desenvolvimento social. Para isso, foram desenvolvidos conceitos de cidadania e inclusão, por meio do esporte e do desenvolvimento biopsicossocial, contribuindo na melhoria em diversas áreas como: saúde, família e escola”, conclui Nathalia.

O projeto conta com cerca de 180 profissionais envolvidos direta e indiretamente, sendo 31 contemplados com formação continuada nas seguintes temáticas: inclusão, comunicação acessível, paradesporto e educação inclusiva.

As atividades acontecem sempre no contraturno escolar, durante quatro horas, três vezes por semana.  

Autonomia sociopedagógica

Além de buscar, construir e praticar movimentos que fomentem a inclusão e a equidade para as pessoas com deficiência – foco prioritário do projeto –, o Instituto implementa ações que priorizem a autonomia sociopedagógica de pessoas com e sem deficiência.  

“O Instituto Incluir compromete-se com processos participativos, inclusivos e cooperativos. Pensado para o desenvolvimento social, educacional e humano, o projeto busca formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, além de estimular entre os alunos e seus familiares a criação de uma cultura de valores por meio do esporte e do cuidado com a saúde”, diz a presidente, Carina Alves. 

No fim de 2022, o Brasil Diversidade II ganhou o Prêmio de Acessibilidade, na categoria Esporte, promovido pelo Governo Federal.

E, assim como os outros projetos do Instituto Incluir, o programa é inscrito na Lei Federal de Incentivo ao Esporte e trabalha o esporte como ferramenta de educação e inclusão da pessoa com deficiência.


Atuação país afora e premiação do governo federal 

Além de Xerém, o projeto é desenvolvido em dois outros polos: Baía da Traição, na Paraíba, em parceria com a Secretaria de Educação da Baia da Traição, onde são atendidos crianças, jovens e adultos da região e da Etnia Potiguara, povos indígenas do litoral norte da Paraíba; e Vera Cruz, na Bahia, Ilha a aproximadamente 5,5Km de Salvador, que está recebendo o primeiro projeto social da região em parceria com a Secretaria de Educação de Vera Cruz. 

O programa está inserido em um complexo que oferece serviços voltados à reabilitação, prevenção à violência e espaços educacionais, que visam à promoção de inclusão social, à acessibilidade e ao fortalecimento comunitário.

Compartilhe esta notícia:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Aviso de Direitos Autorais

Todos os direitos sobre os conteúdos publicados em todas as mídias sociais do Diário PcD, incluindo textos, imagens, gráficos, e qualquer outro material, estão reservados e são protegidos pelas leis de direitos autorais.
Todos os Direitos Reservados.
Nenhuma parte das publicações em todas as mídias sociais do Diário PcD devem ser reproduzidas, distribuídas, ou transmitidas de qualquer forma ou por qualquer meio, incluindo fotocópia, gravação, ou outros métodos eletrônicos ou mecânicos, sem a prévia autorização por escrito do titular dos direitos autorais, de acordo com a legislação vigente.
Para solicitações de permissão para usos diversos do material aqui apresentado, entre em contato por meio do e-mail jornalismopcd@gmail.com ou telefone 11.99699 9955.
A infração dos direitos autorais é uma violação de Lei Federal 9.610, passível de sanções civis e criminais.

Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore