Renúncia de vereadora acusada de capacitismo levanta debate sobre inelegibilidade

A polêmica envolvendo a vereadora Zirleide Monteiro, acusada de capacitismo durante sessão plenária na Câmara Municipal de Arcoverde, Pernambuco, continua causando debates.

Depois de um processo administrativo instaurado para apurar os fatos que envolveram a parlamentar, que avaliaria uma possível cassação, ela entregou seu pedido de renúncia.

O pronunciamento envolvendo a mãe de uma criança autista no plenário da Casa causou uma movimentação nacional sobre o capacitismo praticado por Monteiro. Durante o discurso, a parlamentar afirmou que ter um filho com deficiência é castigo de Deus.

Na última Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Arcoverde, realizada em 13 de novembro de 2023, o debate sobre a renúncia da vereadora Zirleide Monteiro, ocorrida na última sexta-feira foi tema de debate trouxe à tona questionamentos sobre possível elegibilidade futura. 

A discussão principal seria se o Parecer da Comissão deveria ou não ser apreciado pelo Plenário, haja vista a renúncia antecipada do mandato da vereadora.

O entendimento da Assessoria jurídica da Câmara de Arcoverde entende que por não existir mais mandato, houve a perda do objeto e que o caso deveria ser arquivado, pois não há regras para conduzir o processo contra Zirleide, na condição de ex-vereadora. 


Durante a sessão, Leila Daniela, representando autistas, usou a Tribuna e questionou se Regimento Interno e Lei Orgânica não se submetem à Constituição Federal.


Fizeram uso da tribuna remotamente , o advogado Fernandes Braga e o ex-vice prefeito Israel Rubis, defendendo a continuação do procedimento contra a parlamentar.

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