Você tem diabetes ou cuida de alguém com a doença? Veja 7 dicas para lidar com sua saúde mental

Sobrecarga emocional e desafios do tratamento podem contribuir para o desenvolvimento de ansiedade e depressão tanto no paciente como em seus familiares

Viver com diabetes, especialmente o tipo 1, exige cuidados constantes e adaptações no dia a dia, o que pode afetar a saúde mental e trazer situações de ansiedade e estresse tanto para os que convivem com a doença, quanto para quem cuida dessas pessoas. O diabetes tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca por engano as células do pâncreas que produzem insulina. Sem insulina, a glicose fica do lado de fora das células, sem conseguir entrar e gerar energia. Esse tipo geralmente surge na infância ou adolescência, mas pode aparecer em qualquer idade, e o tratamento envolve obrigatoriamente o uso de insulina para repor a falta absoluta desse hormônio.

A ansiedade e depressão são as doenças mais comumente desencadeadas pelo convívio com o diabetes. “Um dos maiores impactos na saúde mental é o medo de queda do açúcar no sangue, que pode causar sintomas como tremores, tontura e confusão mental, gerando ansiedade e receio de ter novas crises. Além disso, a pressão sobre o paciente para monitorar a glicose corretamente, aplicar insulina nos horários certos, seguir uma dieta rigorosa, praticar exercícios regularmente e manter seus exames laboratoriais dentro da meta pode gerar angústia e estresse. Por isso, o acompanhamento psicológico é crucial para ajudar a lidar com as emoções e os desafios do diabetes”, explica Dr. Augusto Santomauro Jr, médico endocrinologista do Hospital BP – a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Veja sete dicas para pacientes e familiares lideram com o diabetes da melhor forma possível:

  1. Pacientes, não se isolem: procurem o apoio de familiares, amigos e profissionais de saúde. Compartilhem seus sentimentos, busquem ajuda quando necessário e participem de grupos de apoio. Conviver com outras pessoas que entendem os desafios ajuda a se sentir acolhido e a trocar experiências;
  2. Façam atividades: pratiquem atividades que promovam o bem-estar emocional e físico e encontrem hobbies para desenvolver. “Pais e responsáveis também precisam cuidar da saúde mental. Lembrando que cuidar de si é fundamental para cuidar do outro. Procurem redes de apoio, tempo para relaxar e ajuda profissional quando necessário. Além disso, busquem atividades prazerosas, façam atividades que gostem juntos, como jogar, ler, passear ao ar livre ou assistir a filmes”, orienta o médico.
  3. Informem-se sobre o diabetes: educação sobre a doença é essencial para enfrentar os diversos obstáculos. Por isso, mantenham-se atualizados sobre as novidades em tratamento e tecnologias para diabetes, participem de programas de educação em diabetes e busquem orientação de profissionais de saúde. Contem com a ajuda de uma equipe multidisciplinar para empoderá-los.
  4. Sejam pacientes consigo mesmo: haverá dias mais desafiadores. Tenha paciência e compaixão consigo mesmo, aprendendo com os erros e seguindo em frente. Celebre suas conquistas. Viver com diabetes exige esforço e disciplina. Reconheça e celebre cada conquista, por menor que seja. Isso ajuda a manter a motivação e a autoestima. Incorpore o diabetes à sua vida e encontre maneiras de lidar com a condição que se encaixem na sua rotina e estilo de vida. Não deixe que o diabetes te impeça de fazer as coisas que você gosta.
  5. Pais e responsáveis, estejam presentes: demonstrem amor, compreensão e apoio incondicional aos seus filhos. Estejam disponíveis para ouví-los sem julgamentos e validem seus sentimentos. Mas, ao mesmo tempo, incentivem a autonomia. À medida que seus filhos crescem, estimulem a independência no autocuidado, orientando-os e permitindo que eles assumam gradualmente a responsabilidade pelo tratamento.
  6. Tenham uma comunicação aberta: mantenham um diálogo aberto e honesto sobre o diabetes. Expliquem a doença e o tratamento de forma clara e adequada à idade da criança ou adolescente. Criem um ambiente de apoio e estimulem a participação dos filhos em atividades sociais e esportivas, promovendo a interação com outras crianças e adolescentes.
  7. Mantenham uma rotina: ela ajuda a organizar o dia a dia e facilita o manejo do diabetes. E não se esquecem de “comemorar” as pequenas vitórias. Reconheçam e celebrem cada conquista no controle do diabetes, reforçando a autoestima e a motivação. Concentrem-se no presente. Não se prendam a pensamentos negativos sobre o futuro. Vivam um dia de cada vez, aproveitando o presente”, recomenda o Santomauro.
     

Lidando com o diabetes

Uma outra forma de lidar bem com a doença é utilizar as redes sociais de forma sábia e coerente, compartilhando experiências, dúvidas e dicas sobre como conviver com a doença. Isso é o que faz a influenciadora Larissa Faleiro de Morais, do @belasceliacas, com 24 anos, que descobriu o diabetes tipo 1 em 2020 e isso causou um grande impacto na sua vida.

“Ter diabetes tipo 1 já traz automaticamente uma sobrecarga mental, porque diferentemente das pessoas que não têm diabetes, a gente está todos os dias fazendo as atividades, mas sempre tem algo a mais. Eu gosto daquela comparação com o balão azul. É como se todas as atividades que você estivesse fazendo, você está ali tentando equilibrar o seu balão azul, sem deixá-lo cair, sem deixá-lo voar, mas vivendo, estudando, fazendo estágio. Não é fácil, é uma doença crônica, é uma decisão que você tem que tomar todos os dias, de se cuidar todo dia”, relata.

Atualmente, Larissa utiliza a bomba de insulina da Roche, chamada Accu-chek, que tem trazido benefícios para o seu dia a dia. “Eu gosto de praticar atividades físicas diariamente, faço acrobacias aéreas, então foi uma ótima escolha. Ela é super prática e leve. Tenho dormido mais tranquila e tido bem menos hipoglicemias, além de possibilitar a personalização do meu tratamento. Um dos maiores benefícios foi a questão de não precisar usar a caneta, pois a bomba já faz a aplicação automática.

Além disso, quando vou sair um pouco da rotina, comer algo diferente como um pão de queijo ou pizza, com a bomba de insulina eu consigo programar aplicações maiores, aplicações de multi-onda. Então, eu posso programar a infusão de insulina para outros períodos, para o período em que essa comida vai estar fazendo efeito, por exemplo. Ela tem me ajudado bastante a lidar e tratar o diabetes”, comemora a influenciadora.

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