O que pode ajudar na terapia neurológica

Tapete sensorial, braço mecânico, tabelone e batalha naval: subsídios ajudam na terapia neurológica. Conheça as principais adaptações recomendadas para clínicas e consultórios  

Sem dúvida, a relação entre o paciente e o terapeuta é o principal ingrediente para alcançar avanços na recuperação neurocognitiva. Estamos falando de crianças, jovens, adultos e idosos que sofrem com consequências de lesões como o AVC ou a paralisia cerebral, vítimas de acidentes que perderam movimentos e pessoas que tratam patologias como Parkinson, Alzheimer, esclerose lateral amiotrófica (ELA), pessoas com deficiências, entre outras.

“Quando recebo um paciente no consultório, a relação que se estabelece precisa ser de confiança, tanto de quem está em tratamento quanto por parte de sua família”, explica a terapeuta ocupacional Syomara Smidziuk.

Além das trocas entre paciente e terapeuta, que permitem obter ganhos na recuperação de movimentos, existem novos subsídios que auxiliam, dentro do consultório, a otimização da recuperação. “São caminhos que permitem que o próprio paciente perceba o movimento no cérebro – esse é o diferencial da terapia neurológica, que visa estimular o interesse do paciente em se movimentar.” Essa inovação faz parte do Método Perfetti (reabilitação neurocognitiva), baseado na linguagem e recuperação paulatina de movimentos.

Um exemplo dos materiais são os tapetes sensoriais, com diferentes texturas, que permitem trabalhar a relação do corpo com o membro lesionado, por meio do toque, e ativar as memórias anteriores à lesão. Já as espumas de diferentes densidades ajudam a perceber a força necessária a cada movimento, seja com membros superiores ou inferiores.

Outro subsídio são os materiais imantados, presos a um braço mecânico, que trabalham o movimento de pinça, e o tabelone, placa que aloja diferentes peças para que o paciente perceba o formato com os olhos fechados, com o toque – e desenhar a figura no cérebro. Além dos dedos, a pessoa reconhece o movimento de punho, braço, cotovelo e ombro, bem como diferenças de altura que ajudam a planejar as ações. Já o quadro de batalha naval permite perceber a posição das mãos em relação a um eixo, para planejar a trajetória necessária a determinados movimentos.

Outra recomendação é o uso de câmeras que gravam a imagem do paciente ao realizar movimentos, pois é parte fundamental do tratamento que ele reconheça seus diferentes estágios. “Tenho tido respostas muito positivas, tanto com o uso de novos materiais quanto nas gravações em vídeo”, comemora Syomara.

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