*Opinião – Apreensivos, deficientes continuam a espera de um milagre para salvar seus empregos, nas mãos do STF

** Por Jornalista Guilherme Kalel – Especial para o Diário PCD – 26/05/2022

Deficientes de todas as categorias estiveram nesta quarta-feira, 25 de maio, apreensivos.

Conectados por canais do Youtube, por redes sociais e alguns deles, na porta do Supremo Tribunal Federal em Brasília.

O objetivo de toda essa movimentação era um só, garantir o seu direito a trabalhar.

O Tribunal deveria julgar o tema 1046, que a depender de seu resultado julgamento, pode por fim a Lei de Cotas no Brasil.

Uma lei criada em 1991, e que beneficia de maneira direta mais de 440 mil pessoas com deficiência em todo país.

Essas pessoas estão empregadas, por causa dessa lei, diga-se verdade.

As empresas brasileiras não estão em busca da qualidade técnica, de ver as capacidades que um deficiente é capaz de ter.

Contratam apenas para que cumpram a chamada Lei de Cotas.

Que estabelece que de cada 100 funcionários de uma empresa, de 2 a 5% precisam ter alguma deficiência.

Muitas empresas buscam tantas formas de burlar a regra, que agora o STF pode decidir, que ela nem precisa mais valer.

E se isso acontecer?

O que será dessas mais de 440 mil pessoas que hoje, trabalham no Brasil por causa dessa lei?

Todas estarão dispensadas quase que imediatamente, é verdade.

Por isto é preciso conscientizar os ministros do STF, o que estão prestes a fazer.

Mais do que decidir sobre um tema, em um simples processo.

Estão a definir de acordo com suas escolhas, o direito de milhares ou no futuro, de milhões de pessoas com deficiência.

Isso deve ser levado a sério.

Claro, era bom que no Brasil não fosse necessária uma lei, que determinasse uma empresa a contratar uma pessoa com uma deficiência.

Os deficientes deveriam ser contratados por seus méritos e qualificações.

Mas isto, sabemos bem que não acontece, como dito anteriormente neste artigo.

E é por isto que esta lei, é importante e essencial para a garantia do direito ao trabalho.

Cada deficiente que assistiu ao julgamento Online, ou que se manifestou em diferentes pontos do Brasil ontem, estavam apenas exercendo o seu direito.

Seu direito a pedir que sejam enxergados, pelos grandes e poderosos Ministros que tem o poder e a caneta, para definir seus futuros.

Hoje, esta Pauta pode voltar ao Plenário e ser definida.

Mas ainda não está certo se será.

Acompanhamos com apreensão, e esperando que um milagre aconteça.

Não o milagre de ser adiada mais uma vez, mas o milagre de fazer com que, os membros da mais alta Corte judicial deste país, percebam o quanto significa este tema 1046.

E que o julguem, dentro das normas da Constituição, claro.

Mas ao mesmo tempo, pesando a quem afetará cada julgamento, e a melhor forma de impedir uma catástrofe.

* OPINIÃO reflete apenas e somente o ponto de vista do autor. A reprodução é autorizada, desde que citada a fonte.

** Guilherme Kalel é Jornalista e Escritor. Editor Responsável pelo Portal de Notícias G7 On.

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