Inclusão em movimento: o esporte como transformação para pessoas com deficiência

A prática esportiva é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento físico, emocional e social, como mostra as trajetórias inspiradoras de Lars Grael, Maurício Scotta e Jéssica Paula que romperam barreiras

O esporte tem o poder de transformar vidas, especialmente de pessoas com deficiência. Ele promove saúde, autoestima e inclusão social, rompendo barreiras físicas e emocionais. Um exemplo é a trajetória do velejador Lars Grael. Com uma carreira brilhante, conquistou duas medalhas de bronze nas Olimpíadas — Seul 1988 e Atlanta 1996 — representando o Brasil na vela. Em 1998, sua vida mudou após um acidente durante uma competição em Vitória, Espírito Santo. Uma lancha invadiu a área de regata e atingiu seu barco, resultando na perda de sua perna direita.  

Apesar da adversidade, Lars encontrou no esporte um caminho de superação e resiliência. Foi convidado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso para ser Secretário Nacional de Esportes e, após contribuir para políticas públicas inclusivas, voltou a competir na vela. Para Lars, o esporte não é apenas competição, mas uma ferramenta poderosa de transformação pessoal. “O esporte tem um poder libertador e gera perspectivas nas pessoas que vivem com deficiência, de comprovar sua eficiência física para além das limitações”, afirma.  

O tenista gaúcho Maurício Scota sempre teve uma forte conexão com o esporte, mesmo antes do acidente de trânsito que resultou na perda de sua perna esquerda. Hoje, ele compete no Tênis em Cadeira de Rodas. “O esporte foi essencial para superar a pior fase da minha vida, enfrentando um acidente grave e buscando aceitação pessoal”, revela Maurício, que usa suporte para ombro e joelheira Mercur durante os treinos.   

Jéssica Paula, atleta, jornalista e embaixadora da Mercur, vive com deficiência desde a infância e encontrou no esporte uma maneira de testar seus limites e se conectar com seu corpo. Ela foi a primeira pessoa com paraplegia a escalar o Pão de Açúcar e defende a importância de equipamentos adequados para garantir segurança e desempenho.  “Qualquer pessoa que pratica esporte quer sentir progresso e confiança. Isso só é possível com materiais de qualidade. Caso contrário, o risco de lesão ou estagnação é grande”, ressalta.   

Para que pessoas com deficiência possam explorar plenamente o potencial transformador do esporte, é essencial contar com recursos que promovam acessibilidade e segurança. No dia a dia, Lars utiliza em suas muletas, as ponteiras da Mercur, projetadas para proporcionar maior estabilidade e conforto em diferentes terrenos.  Esse tipo de solução reflete a importância de equipamentos adequados e de qualidade que ampliem possibilidades de movimento e autonomia durante a caminhada. 

Além de benefícios físicos e emocionais, o esporte promove inclusão social. Participar de competições ajudou Maurício a encontrar propósito de vida e criar laços de convivência. Para Jéssica, fazer parte de um time que desenvolve produtos essenciais para sua mobilidade é uma experiência de pertencimento única. “Ser parte de um projeto que constrói extensões do meu corpo é transformador. Poder compartilhar conhecimento e ajudar outras pessoas com deficiência a conquistarem sua autonomia me motiva todos os dias”, conta.   

Histórias como a de Maurício Scotta, Jéssica Paula e Lars Grael evidenciam que o esporte vai além do físico: promove autoestima, autonomia e interação social. Elas inspiram milhares de pessoas, mostrando que a determinação e o acesso adequado podem romper limites, transformar desafios em vitórias e tornar a inclusão uma realidade. 

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