Representatividade sem Pessoas com Deficiência não é Democracia, afirma FNMD

Representatividade sem Pessoas com Deficiência não é Democracia, afirma FNMD

Frente Nacional das Mulheres com Deficiência divulga NOTA DE REPÚDIO E MANIFESTO por Campanha do TSE – Tribunal Superior Eleitoral que não aborda o segmento

A repercussão sobre a “Campanha Representatividade” do Tribunal Superior Eleitoral está marcada por críticas de ativistas, parlamentares e movimentos ligados à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, após o material institucional não incluir esse segmento entre os grupos destacados na iniciativa.

A campanha do TSE tem como objetivo incentivar a participação política de grupos historicamente sub-representados, com foco em mulheres, pessoas negras e indígenas. No entanto, a ausência de pessoas com deficiência nas peças publicitárias e no vídeo oficial gerou questionamentos sobre invisibilidade política e exclusão institucional.

CONFIRA O VÍDEO DA CAMPANHA:

A principal reação veio de entidades do movimento PcD, que afirmaram que a exclusão contradiz o próprio conceito de representatividade democrática. O Diário PcD publicou reportagem cobrando explicações do Tribunal, que em nota oficial afirmou que “este segmento está representado de forma transversal em quase todos os materiais produzidos por este Tribunal, independentemente do tema central da peça, reafirmando nosso compromisso com a visibilidade e a representatividade plena em todas as frentes de comunicação. Por fim, cumpre esclarecer que é crescente a demanda por novas campanhas, para novos segmentos, abordando temáticas inéditas, contudo, a verba destinada anualmente à produção de peças audiovisuais para fins exibição das campanhas publicitárias em cadeia nacional não cresce na mesma medida, tornando-se cada vez mais desafiador atender integralmente aos distintos públicos-alvo que compõem o eleitorado nacional”.

CONFIRA A NOTA DE REPÚDIO E MANIFESTO DA FNMD

A senadora Mara Gabrilli protocolou um ofício ao TSE pedindo esclarecimentos e solicitando maior inclusão das pessoas com deficiência nas campanhas institucionais da Justiça Eleitoral. Segundo a parlamentar, é “lamentável” que um grupo historicamente excluído dos espaços de poder tenha sido deixado de fora justamente de uma campanha sobre diversidade política.

Também houve manifestação do PSB Inclusão Nacional. A secretária nacional Luciana Trindade afirmou que a invisibilidade das pessoas com deficiência nas peças da campanha demonstra falta de incentivo concreto à participação política desse público. O grupo argumenta que não existe democracia plena sem presença PcD nos espaços de decisão.

A discussão reacendeu o debate sobre sub-representação política das pessoas com deficiência no Brasil. Dados já divulgados pela própria Justiça Eleitoral mostram que o número de candidaturas PcD ainda é muito reduzido no país, apesar de avanços recentes em acessibilidade eleitoral e participação cidadã.

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