Pesquisa da FIPE revela evolução recente do mercado de trabalho para pessoas com deficiência

Leia a pesquisa completa: https://www.camarainclusao.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Evolucao-recente-do-Mercado-de-Trabalho-formal-para-PCDs-no-Brasil.pdf

Ritmo de participação das pessoas com deficiência no trabalho cresce 15,8%, enquanto que para pessoas sem deficiência o crescimento foi de 4,5%. Na média global, as pessoas com deficiência estão ganhando mais do que as pessoas sem deficiência em cargos de maior responsabilidade. No entanto, a representatividade ainda é muito baixa e pessoas com deficiência ainda ganham 3% menos que pessoas sem deficiência, com mesmas características e cargos.

Fonte: Câmara Paulista para Inclusão da Pessoa com Deficiência

Tendo como base os dados da RAIS/MTE (Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho e Emprego) dos anos de 2022, 2023 e 2024, o pesquisador Alison Pablo de Oliveira da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), realizou uma série de análises em uma pesquisa inédita sobre a evolução do mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

O caráter inovador da pesquisa foi a comparação de dados considerados “características observáveis” (gênero, raça, origem, escolaridade, idade, setor de trabalho, ocupação) entre pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, para identificar padrões do mercado de trabalho, assim como as desigualdades. Segundo o pesquisador, dentre as múltiplas análises, alguns aspectos chamaram sua atenção.

“Estou habituado a realizar pesquisas sobre o mercado de trabalho, e é a primeira vez que realizamos uma específica sobre as pessoas com deficiência com esta profundidade. Um dos resultados que me chamaram a atenção foi a diferença salarial entre pessoas com e sem deficiência, considerando as mesmas características observáveis: em 2022, as pessoas com deficiência ganhavam 6,2% a menos que as pessoas sem deficiência. Dois anos depois, este número caiu para 3% a menos, o que evidencia uma redução da desvantagem. Outro aspecto interessante é o de que, na média salarial de cargos de maior remuneração, as pessoas com deficiência estão com salário um pouco superior ao das pessoas sem deficiência, o que pode significar um empenho de retenção destas pessoas por parte das empresas”.

“Outro aspecto que me chama a atenção é que, mesmo com a crescente participação das pessoas com deficiência com vínculos de trabalho, com um aumento entre 22,2% a 164,9%, ainda é muito baixa a representatividade das pessoas com deficiência (1,3%) se consideramos que a população brasileira de pessoas com deficiência em idade produtiva é de 5%”.

No gráfico abaixo, o crescimento das contratações por categorias é perceptível, considerando as categorias: Aprendizes (22,2%), CLT tempo determinado (23,7%), CLT tempo indeterminado (26,8%), Setor Público Estatutário (121,6%) e Outros (164%).

“O número de vínculos ativos de pessoas com deficiência cresceu a uma taxa média de 15,8% ao ano nos últimos dois anos, passando de 555 mil em 2022 para cerca de 743 mil de vínculos formais em 2024. Consideramos não apenas CLT, mas as várias categorias de vínculo relatadas na RAIS, como Aprendizes e Setor Público Estatutário. O ritmo de 15,8% de crescimento foi superior ao observado para o total de vínculos de pessoas sem deficiência no país, que avançou a uma taxa média de 4,5% ao ano no mesmo período, indicando aumento relativo da participação de PcD’s na estrutura do emprego formal no Brasil.”, avalia o pesquisador.

A pesquisa foi realizada para subsidiar ações do Fórum Paulista para Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência (uma rede interinstitucional criada em 2023 pelo Ministério Público Federal em parceria com cerca de 30 órgãos públicos e da sociedade civil, com o objetivo de articular políticas públicas e cobrar o cumprimento da Lei Brasileira de Inclusão – Lei 13.146 – no estado de São Paulo), a pedido do representante da FIPE no Fórum, professor Carlos Lupe.

Leia a pesquisa completa: https://www.camarainclusao.com.br/wp-content/uploads/2026/07/Evolucao-recente-do-Mercado-de-Trabalho-formal-para-PCDs-no-Brasil.pdf

Fonte: https://www.camarainclusao.com.br/

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