Instituto desmente mensagem que estabelece prazo até 20 de novembro e orienta beneficiários a não fornecer senhas, dados bancários ou dinheiro; quem recebe BPC deve conferir qualquer pendência pelos canais oficiais.
O medo de perder o benefício está sendo explorado em tentativas de fraude. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alertou que criminosos utilizam informações falsas sobre biometria e bloqueio de pagamentos para obter dados pessoais dos cidadãos.
Em esclarecimento oficial, o órgão desmentiu a mensagem de que beneficiários precisam providenciar documento com biometria até 20 de novembro para evitar o bloqueio.
O alerta merece atenção de pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), assim como dos demais beneficiários atendidos pelo Instituto. A orientação é não tomar providências nem entregar informações pessoais apenas com base em mensagens que circulam na internet.
O desmentido desse prazo não significa, porém, que a biometria deixou de ser exigida em todos os procedimentos ou que eventuais pendências individuais possam ser ignoradas. É necessário verificar a situação do benefício diretamente nos canais oficiais.
Não existe cadastro biométrico nas agências do INSS
Segundo o Instituto, não é necessário procurar uma agência para fazer cadastro biométrico — esse serviço não é realizado nas unidades do órgão.
A identificação utiliza registros existentes em bases oficiais do governo. A coleta de características físicas, como impressões digitais e imagem do rosto, ocorre na emissão de documentos públicos, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o título de eleitor.
Portanto, mensagens que determinem uma ida ao INSS para “cadastrar a biometria”, sob ameaça de suspensão do pagamento, não devem ser seguidas sem confirmação.
Exigência para novos pedidos tem exceções
No comunicado, o INSS informa que a exigência mencionada se aplica a novos pedidos apresentados desde 21 de novembro de 2025, com exceções previstas nas regras aplicáveis.
Entre as situações relacionadas pelo órgão está a de pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência, mediante comprovação médica. O comunicado também menciona outras hipóteses de dispensa, sujeitas às respectivas condições.
Isso não representa uma dispensa automática para toda pessoa com deficiência. A orientação individual deve ser confirmada conforme o pedido e a situação do requerente.
Biometria não é a mesma coisa que prova de vida
Outra confusão esclarecida pelo Instituto envolve a prova de vida. Cadastro biométrico e comprovação de vida são procedimentos diferentes.
De acordo com o INSS, a prova de vida é realizada automaticamente por meio do cruzamento de dados. Quando alguma providência do cidadão for necessária, a comunicação ocorrerá pelos canais oficiais.
Assim, o recebimento de uma mensagem alarmista não é, por si só, motivo para comparecer a uma agência ou fornecer documentos a desconhecidos.
Senhas, dados bancários e dinheiro: sinais de alerta
O INSS afirma que não envia servidores à residência dos cidadãos para fazer comprovação de vida nem solicita senhas, dados bancários ou transferências de dinheiro. O órgão também recomenda não clicar em links desconhecidos, que podem direcionar a páginas falsas usadas para capturar informações.
Para conferir a situação do benefício:
– Acesse diretamente o Meu INSS, sem utilizar links recebidos de desconhecidos.
– Ligue para a Central 135.
– Consulte os comunicados no portal oficial do INSS.
– Não compartilhe senhas, códigos de acesso ou informações bancárias com quem promete “desbloquear” o pagamento.







