Após recomendação do Ministério Público Federal Marinha terá que garantir acessibilidade em treinamentos náuticos

Após recomendação do Ministério Público Federal Marinha terá que garantir acessibilidade em treinamentos náuticos

Diretoria de Portos e Costas confirma implementação de intérpretes de Libras e adaptação de exames para candidatos com deficiência auditiva

A Marinha do Brasil informou ao Ministério Público Federal (MPF) o acatamento integral de recomendação enviada ao órgão que visava assegurar que pessoas com deficiência auditiva tenham pleno acesso aos treinamentos e exames para a obtenção da habilitação de Arrais-Amador. O objetivo era eliminar barreiras de comunicação em estabelecimentos credenciados.

A recomendação expedida pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão José Rubens Plates fundamentou-se na necessidade de adequar os serviços náuticos às normas de inclusão previstas na Constituição Federal e na Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015).

Impacto Social – A atuação institucional baseou-se na relevância social da demanda. De acordo com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 7,5 milhões de pessoas (3,7% da população brasileira) possuem algum nível de deficiência auditiva. O cenário é ainda mais restritivo para aproximadamente 2,5 milhões de brasileiros que declararam possuir dificuldade permanente para ouvir, mesmo com o uso de aparelhos auditivos.

Para o MPF, a ausência de recursos de acessibilidade nos cursos de formação náutica impedia que essa parcela expressiva da sociedade exercesse direitos fundamentais de lazer e de trabalho, visto que a habilitação é pré-requisito para diversas atividades profissionais em águas interiores.

Compromissos assumidos – Com o acatamento, a Diretoria de Portos e Costas da Marinha comprometeu-se a exigir que os Estabelecimentos de Treinamento Náutico (ETN) disponibilizem intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) durante as aulas teóricas e práticas, bem como em todas as etapas de avaliação. Os estabelecimentos também devem adaptar materiais didáticos e provas, garantindo que o conteúdo seja acessível e adotar medidas de publicidade em seus canais oficiais para informar sobre os novos recursos de acessibilidade disponíveis.

A Marinha comunicou a decisão assinalando que providenciará as alterações normativas necessárias para que as Capitanias, Delegacias e Agências fiscalizem o cumprimento das regras pelos centros de treinamento. O MPF seguirá monitorando o cronograma de implementação para garantir a efetiva inclusão dos cidadãos.

Inquérito Civil nº 1.34.001.006488/2021-78

Fonte: Ministério Público Federal (MPF) – Assessoria de Comunicação em São Paulo

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