Câncer infantojuvenil: o diagnóstico precoce que pode mudar o destino de uma criança

Câncer infantojuvenil: o diagnóstico precoce que pode mudar o destino de uma criança

Instituto Ronald McDonald alerta para a importância do diagnóstico rápido e celebra recorde histórico do McDia Feliz em apoio à saúde

O câncer ainda é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Todos os anos, cerca de 8 mil novos casos são diagnosticados no país, e o tempo entre os primeiros sintomas e o início do tratamento continua sendo decisivo para a cura. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), em torno de 80% das crianças e adolescentes com câncer podem ser curados se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

Há 26 anos, o Instituto Ronald McDonald dedica seus esforços para que esse diagnóstico aconteça o quanto antes e que nenhuma família enfrente a jornada do tratamento sozinha. Por meio do Programa Diagnóstico Precoce, o Instituto já capacitou mais de 45 mil profissionais de saúde e educação em 19 estados e no Distrito Federal, levando conhecimento para as regiões onde o acesso à informação e à estrutura hospitalar é mais desafiador.

“Capacitar profissionais é quebrar o ciclo do atraso. Quando um enfermeiro ou professor reconhece um sinal de alerta, ele pode salvar uma vida. O diagnóstico precoce é o ponto de partida para a cura, e é por isso que trabalhamos todos os dias para ampliar esse alcance”, explica Bianca Provedel, CEO do Instituto Ronald McDonald.

Os resultados são reais. Nas localidades onde o programa atua, o tempo médio entre a suspeita e o diagnóstico caiu de 13 para 5 semanas. Esse impacto só é possível porque o trabalho do Instituto vai além da saúde: ele constrói redes de cuidado que envolvem capacitação técnica, acolhimento e mobilização social.

Em 2025, o Instituto alcançou um recorde histórico de arrecadação com o McDia Feliz, campanha nacional realizada em parceria com o McDonald’s. Foram R$ 28,1 milhões arrecadados, dos quais R$ 23,4 milhões serão destinados à saúde, apoiando 75 projetos em 44 cidades brasileiras.

“Cada Big Mac vendido representa muito mais do que um sanduíche é um ato de solidariedade que se transforma em diagnóstico, acolhimento e esperança. Essa arrecadação recorde mostra a força de um país que acredita no impacto coletivo e entende que cuidar de uma criança com câncer é responsabilidade de todos nós”, afirma Bianca.

Do acolhimento ao impacto social

Além de promover o diagnóstico precoce, o Instituto atua em diferentes frentes de atenção integral à família. As unidades dos Programas Casa Ronald McDonald e Espaço da Família Ronald McDonald acolhem, todos os anos, milhares de famílias que precisam permanecer próximas aos hospitais durante o tratamento de seus filhos.

Na Casa Ronald McDonald, as famílias recebem hospedagem gratuita, alimentação, transporte e apoio psicossocial. Já os Espaços da Família, localizados dentro de unidades hospitalares, oferecem áreas de descanso, lazer, refeitórios e ambientes acolhedores para aliviar a rotina de longas horas de tratamento.

Bianca explica que o impacto dessas estruturas vai muito além da infraestrutura: “Quando uma mãe consegue dormir em uma cama limpa, quando um pai tem um prato de comida e quando uma criança pode brincar entre uma sessão e outra de quimioterapia, isso muda o tratamento. É isso que significa atenção integral: cuidar do corpo, mas também da mente e, principalmente, da dignidade.”

Em 2025, o Instituto avança ainda mais com o início da construção da Casa Ronald McDonald de Goiânia, que será a maior da América do Sul, com investimento de R$ 22 milhões. O projeto está sendo erguido ao lado do Centro de Oncologia e Hematologia Pediátrica de Referência (CORA) e vai contar com 22 apartamentos, refeitório, biblioteca, brinquedoteca, lavanderia e jardins integrados, além de ser 100% sustentável, com telhado verde e reuso de água.

A unidade também terá uma modalidade inédita no Brasil: o day use, que permitirá o acolhimento de famílias durante o dia, mesmo sem necessidade de hospedagem.

“Queremos ampliar nossos projetos em todo o país, especialmente em regiões onde a desigualdade ainda define o acesso à saúde. Goiânia será um marco, um símbolo de cuidado e sustentabilidade, que mostra o quanto é possível unir eficiência e acolhimento. Essa casa vai acolher famílias, mas também vai inspirar políticas públicas e novos olhares sobre o tratamento oncológico pediátrico”, diz Bianca.

O Instituto Ronald McDonald já beneficiou mais de 15 milhões de pessoas no Brasil e mantém seu compromisso de transformar o futuro de crianças e adolescentes com câncer por meio da informação, da empatia e da solidariedade.

“Combater o câncer infantil é uma tarefa coletiva. Diagnosticar mais cedo, acolher melhor e investir de forma responsável são caminhos que salvam vidas, e é isso que nos guia todos os dias”, conclui Bianca Provedel.

Sobre o Instituto Ronald McDonald

Organização sem fins lucrativos, o Instituto Ronald McDonald há 26 anos atua para promover a saúde e bem-estar de crianças e adolescentes, aumentando as chances de cura do câncer infantojuvenil. Para atingir esse objetivo, o Instituto Ronald McDonald trabalha promovendo programas ligados à capacitação de profissionais e estudantes de saúde ao diagnóstico precoce, estruturação de hospitais especializados, a hospedagem para famílias que residem longe dos hospitais, e projetos que visem a disseminação de conhecimento sobre a causa. A ONG faz parte do sistema beneficente global Ronald McDonald House Charities (RMHC), presente em mais de 60 países, coordenando os programas globais: Casa Ronald McDonald, voltado para a hospedagem, transporte e alimentação dos pacientes; e o Programa Espaço da Família Ronald McDonald, que torna menos desgastante o dia a dia das famílias durante o tratamento. No Brasil, há ainda outros dois programas locais: Atenção Integral e Diagnóstico Precoce, com ações específicas de combate ao câncer infantojuvenil. O Instituto conta com o apoio de diversas empresas e pessoas físicas para desenvolver e manter seus programas. Saiba mais sobre os programas e as instituições beneficiadas em www.institutoronald.org.br.  

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