Comitê Paralímpico Brasileiro rebate matéria que denúncia atletas paralímpicos

Na manhã deste domingo, 10, o Esporte Espetacular, programa da Rede Globo, apresentou matéria informando que a produção “recebeu denúncias de que três atletas da seleção brasileira de atletismo paralímpico foram classificados de forma errada e, consequentemente, teriam tido vantagem esportiva em competições nacionais e internacionais na categoria para pessoas cegas (LogMAR menor que 2.6). Os atletas em questão são Lucas Prado, Silvânia Costa e Ricardo Costa, os três medalhistas de ouro em Paralimpíadas. Os denunciantes afirmam que o comportamento suspeito dos atletas citados é amplamente conhecido por pessoas do meio, inclusive pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)”.

Ainda de acordo com a emissora, “os dirigentes do CPB estão cientes de que existe trapaça de atletas que não são cegos. O Movimento (Paralímpico) perde muitos talentos, porque a classificação tá errada – disse outro denunciante. O medo de represália faz com que eles prefiram o anonimato”, disseram os denunciantes durante a apresentação da matéria.

No meio da tarde deste domingo, 10, o Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou uma nota.

” A respeito da reportagem exibida no Esporte Espetacular do domingo, 10/9, segue, a posição do Comitê Paralímpico Brasileiro. Não é verdade que o CPB seja conivente com qualquer circunstância que não promova a justiça no esporte. Os que afirmam, agem de má fé ou por desinformação. O Comitê Paralímpico Brasileiro preza pela ética em todo seu processo de gestão e administração, seguindo as regras, políticas e diretrizes de classificação do Comitê Paralímpico Internacional, por meio do Código Internacional de Classificação e dos regulamentos de classificação específicos por modalidade ou tipo de deficiência. Quem tem capacidade para estabelecer a classe de cada competidor são os classificadores, neste caso, os especialistas em classificação para atletas com deficiência visual, que submetem os competidores a exames clínicos e analisam laudos médicos. Nem os atletas e nem o CPB têm poder de definir em qual classe cada atleta competirá. Todos os atletas citados na reportagem passaram por diversas classificações internacionais em diferentes períodos, competições, países e bancas de classificação. Inclusive com questionamentos e protestos do Comitê Paralímpico Brasileiro contrários aos resultados das classificações internacionais”.

De acordo com a emissora, “a apuração das denúncias pelo “Esporte Espetacular” começou em 2020. A reportagem conversou com dezenas de pessoas envolvidas com o Movimento Paralímpico Brasileiro, recebeu vídeos e monitorou o comportamento de três campeões do Brasil que teriam sido classificados de forma errada. São atletas que, segundo as denúncias, enxergam mais do que o previsto em suas categorias. Lucas Prado (três ouros e duas pratas paralímpicas), Silvânia Costa (bicampeã paralímpica) e Ricardo Costa (campeão paralímpico) são referências do atletismo nacional”.

Já para o Comitê Paralímpico, “em 2021, por exemplo, quando recebemos o vídeo da prova disputada por Silvânia Costa, em Bragança Paulista (SP), exibimos as imagens aos classificadores, que mais uma vez confirmaram a atleta na classe T11. É importante ressaltar que Ricardo Costa e Silvânia Costa foram inscritos, por este Comitê, em suas primeiras competições internacionais na classe T12, e após avaliação em banca de classificação internacional, que, repetimos, não tem vínculo com o CPB, foram alocados na classe T11. Apesar de afirmarem que apuram sobre o tema há três anos, os jornalistas concederam apenas 24h úteis para resposta do CPB, tempo exíguo para recuperação de todos os documentos – alguns dos quais de mais de 10 anos atrás. Além disso, contra o que preza o bom jornalismo, solicitaram entrevista de forma genérica, com termos genéricos, de maneira tendenciosa, sem nos conceder acesso às imagens e às informações, muitas das quais só tivemos acesso quando foram ao ar neste domingo, dia 10 de dezembro. Por isso tudo, reafirmamos que todos que acusaram o CPB de ser conivente com qualquer irregularidade o fazem de maneira irresponsável por desonestidade ou ignorância. Seguiremos firmes com o nosso trabalho, sempre prezando pela inclusão da pessoa com deficiência e pela justiça no esporte”.

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