OPINIÃO
- * Por Oswaldo Freire
A sociedade brasileira ainda carrega traços de egoísmo e conviver com o indivíduo com TEA – o teano – com respeito e sem romantizaçao, é um permanente exercício de humanidade.
É preciso empatia e paciência para compreender o TEA e suas comorbidades associadas, coragem para enfrentar tantas incertezas no dia-a-dia, superar medos e ter sonhos para acreditar no desenvolvimento da comunicação singular, da interação assertiva e dos avanços que favoreçam a participação dele em todos ambientes.
Certifico que cada teano possui seu próprio tempo, sua maneira de perceber o mundo, expressar sentimentos e estabelecer relações interpessoais.
Por isso, compreender não significa exigir que ele se adapte a todo custo na escola, clínica ou atividade esportiva.
Bom seria, esclarescer certos “esquecidos” da sociedade para que eles sejam mais acessíveis às diferenças humanas.
Os avanços no desenvolvimento cognitivo, motor, comunicativo, interativo e social podem ser favorecidos por acompanhamento adequado, profissionais qualificados e comprometidos, tempo suficiente e famílias atípicas fortalecidas em todos os espaços públicos e privados.
Porém nenhum conhecimento técnico substitui aquilo que humaniza verdadeiramente a convivência: atenção, pertencimento, respeito e, sobretudo, amor genuíno.
Viver ao lado da pessoa com deficiência é, sobretudo, aprender que a diferença não diminui ninguém.
Ao contrário, amplia nossa capacidade de entender o outro e nos convida a construir uma sociedade menos egocêntrica, mais consciente, solidária e verdadeiramente equitativa.
COM FÉ NA CIÊNCIA, VAMOS
CONTINUAR AMANDO NOSSOS FILHOS TEANOS !!

- * Oswaldo Freire é autor do livro O DESAFIANTE MUNDO DO AUTISTA, da Cartilha VEREADOR e AUTISMO e Guia Prático para Municípios
- https://www.instagram.com/oswaldofreiredafonseca/





