Dirigentes devem oferecer inclusão de pessoas com deficiência durante partidas da Copinha 2026 em SP

Dirigentes devem oferecer inclusão de pessoas com deficiência durante partidas da Copinha 2026 em SP

Competição será realizada em diferentes cidades do estado de SP e reune jovens atletas de 128 times de futebol do Brasil., Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência garante que preparou profissionais da Federação Paulista de Futebol para acolhimento respeitoso e acessível nos estádios

A Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026, a Copinha deve contar com profissionais preparados para tornar a experiência nos estádios mais acolhedora e acessível.

Em iniciativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, 98 diretores de jogos da Federação Paulista de Futebol (FPF) participaram de uma capacitação voltada à recepção, atendimento e inclusão de pessoas com deficiência em arenas esportivas.


Os diretores de jogos são responsáveis por coordenar a operação das partidas — desde organização de acessos e fluxo de torcedores até aspectos gerais do funcionamento dos eventos. A formação, realizada no final de novembro, reforça o compromisso com a ampliação da acessibilidade em grandes competições esportivas, garantindo um atendimento mais respeitoso e alinhado às necessidades individuais do público.


“O objetivo é fortalecer um padrão de acolhimento compatível com a grandeza do futebol paulista e que possa servir de inspiração para o país inteiro. O mais importante é garantir um atendimento respeitoso, que considere as individualidades e promova a autonomia de cada pessoa com deficiência”, afirmou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.


Capacitação
Durante a capacitação, coordenadores da Secretaria apresentaram aos diretores de jogos os principais tipos de deficiência e condições equiparáveis, como o autismo, detalhando características e orientando como acolher diferentes perfis de público. Os especialistas também ensinaram como agir em situações comuns do ambiente esportivo, com foco no atendimento humanizado e na prevenção de práticas excludentes.


Entre os exemplos abordados, foram destacadas ações simples, porém essenciais, como compreender que a cadeira de rodas é uma extensão do corpo da pessoa e, por isso, não deve ser tocada sem permissão — um cuidado que preserva autonomia, conforto e segurança.


Os participantes também receberam informações sobre as diferentes barreiras que dificultam o acesso e a participação de pessoas com deficiência em espaços públicos. Elas podem ser físicas, comunicacionais, tecnológicas, pedagógicas e atitudinais, estas últimas relacionadas a posturas e decisões humanas. A formação incluiu ainda estratégias de combate ao capacitismo, forma de discriminação contra pessoas com deficiência.


Para a Secretaria, ações como esta contribuem para transformar a cultura de atendimento nos estádios, com mudanças de comportamento que impactam diretamente o acolhimento do público.


“São muitos os desafios, inclusive porque muitas estruturas foram construídas no século passado. Mas nosso foco é alcançar um nível de qualidade de acolhimento que respeite cada pessoa e faça com que todos se sintam em casa no estádio”, completou Marcos da Costa.


A Copinha 2026 reúne 128 equipes divididas em 32 grupos com quatro times cada. Os jogos são em várias cidades do estado de São Paulo. A grande final será realizada no dia 25 de janeiro, na Arena Mercado Livre Pacaembu, na capital paulista.

Os ingressos para os jogos são gratuitos, mas precisam ser adquiridos previamente através do site fpf.soudaliga.com.br. Todos os torcedores devem estar cadastrados. 

CRÉDITO/IMAGEM: Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Fonte: Departamento de ComunicaçãoSecretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência

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