Apenas alguns segundos afirmando que “foi uma infelicidade minha. Uma infelicidade” foi o tempo utilizado por Eduardo Paes, Prefeito do Rio de Janeiro, para justificar as cenas em que imitou e zombou das pessoas com deficiência durante o carnaval de 2026.
De acordo com a cobertura jornalística feita pelo Diário PcD, a controvérsia envolvendo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, gerou indignação na comunidade de pessoas com deficiência. Durante o carnaval na Sapucaí, Paes imitou uma pessoa cega enquanto tentava brincar em um contexto que foi considerado desrespeitoso. O episódio rapidamente teve repercussão despertando a revolta e indignação de grupos e instituições que defendem os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência.
O Episódio
Em um dos camarotes da Sapucaí, Paes colocou um óculos escuro e com uma bengala dançou e pareceu zombar das pessoas com deficiência visual. A ação foi recebida com revolta, não apenas por pessoas com deficiência, mas também por defensores dos direitos humanos, que viram na atitude uma falta de respeito e empatia.
Reação da Comunidade
A repercussão foi imediata. Organizações que representam pessoas com deficiência manifestaram sua indignação pela atitude do prefeito, considerando-a uma forma de capacitismo e uma atitude prejudicial que perpetua estigmas e preconceitos contra a população cega. Grupos de ativistas e pessoas com deficiência expressaram seu descontentamento nas redes sociais, exigindo uma retratação adequada e um compromisso do prefeito em promover a inclusão e o respeito.
Resposta do Prefeito
Diante da repercussão negativa, só no início da noite desta quinta-feira, 20, em com apenas 2 segundos, se manifestou alegando que “fui infeliz”, mas não apresentou nenhuma desculpa formal ou explicação aprofundada sobre suas ações. Sua declaração gerou ainda mais descontentamento, com muitos acreditando que ele minimizou a gravidade do impacto de suas palavras e gestos.
O incidente ressalta a necessidade de um diálogo aberto sobre a inclusão e o respeito às pessoas com deficiência na sociedade. As piadas e imitações que ridicularizam ou desumanizam as experiências de indivíduos com deficiência não apenas são desrespeitosas, mas também perpetuam uma cultura de exclusão e preconceito.
As organizações de defesa dos direitos das pessoas com deficiência enfatizam que é fundamental que líderes e figuras públicas estejam cientes do impacto de suas ações. A educação sobre as realidades das pessoas com deficiência e o combate ao capacitismo são essenciais para construir uma sociedade mais justa e inclusiva.
“Enquanto o assunto permanece em evidência, a comunidade espera que Eduardo Paes não apenas reconheça a gravidade de suas ações, mas também se comprometa a promover iniciativas que apoiem a inclusão e a visibilidade das pessoas com deficiência na cidade do Rio de Janeiro. O incidente serve como um chamado à ação para todos os cidadãos e líderes em busca de um mundo mais empático e respeitoso, onde o humor e as brincadeiras não venham à custa do respeito e da dignidade dos outros”, afirmou Abrão Dib, presidente da ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência.






