*OPINIÃO – Um grande passo para que os cinemas sejam acessíveis a todos no país

#PRATODOSVEREM: Foto colorida de uma sala de cinemas. Algumas pessoas utilizam fone de ouvidos. Todos estão olhando para a tela! FIM DA DESCRIÇÃO

** Por Marcos Barros 

A Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex – ABRAPLEX deu um grande passo para que as salas de cinemas sejam acessíveis para todos, principalmente para as pessoas com necessidades especiais visuais e auditivas.

Realizamos recentemente , com sucesso, um evento para apresentar uma nova tecnologia que dá acesso gratuito e em tempo real à audiodescrição, legenda e linguagem de libras durante as sessões. Isso vai beneficiar mais de 10 milhões de pessoas surdas, cerca de 600 mil pessoas completamente cegas e outras 6,5 milhões que apresentam baixa visão no país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além de ser um desejo da ABRAPLEX, está previsto na Instrução Normativa n°128, da Agência Nacional do Cinema – Ancine, tornar os cinemas mais inclusivos. E cabe às distribuidoras e exibidoras proporcionarem recursos de acessibilidade visual e auditiva ao público. 

A Lei nº 13.146, de 2015, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, determina que, a partir de 2 de janeiro de 2023, todas as salas de exibição devem estar adaptadas para fornecer recursos de acessibilidade visual e auditiva às pessoas com deficiência nas sessões.

Considerada intuitiva e de fácil navegação, a inovação testada no evento – um APP para smartphones – funciona da seguinte maneira: a tecnologia implantada reconhece o áudio do filme e o transforma, em tempo real, em audiodescrição, legenda e linguagem de libras. Assim, o usuário consegue escolher a melhor opção para acompanhar o longa em exibição.

Assistir a filmes em qualquer cinema, dia e horário, infelizmente, ainda não é uma realidade para todos. Por isso, estamos em busca de alternativas viáveis e abrangentes que assegurem o direito à cultura. Estamos falando de uma parcela muito significativa da população que, por falta de acesso, ainda não consegue incluir o cinema como parte do seu entretenimento.

O nosso objetivo é mudar essa realidade.

*  OPINIÃO reflete a opinião do autor. A reprodução é autorizada, desde que citada a fonte.

**Marcos Barros é presidente da ABRAPLEXAssociação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex

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