Pesquisa revela que maioria das pessoas com deficiência nunca foi promovida ou recebeu aumento salarial

O mercado de trabalho ainda permanece com grandes dificuldades de ascensão para pessoas com deficiência. É o que revela a pesquisa inédita  “Pessoas com deficiência e empregabilidade”, organizada pela Agência Noz Inteligência e patrocinada pela Hand Talk, startup  que tem como missão  quebrar as barreiras da comunicação para pessoas surdas e com deficiência auditiva por meio da tecnologia

Apesar da Lei de Cotas promover a inclusão de pessoas com deficiência em empresas,  o que foi destacado pela pesquisa é a dificuldade dessas pessoas subirem na carreira. Dos  3.730 entrevistados, 36% estão empregados como auxiliares, aprendizes ou estagiários, enquanto 0% está na liderança. 

Ainda há 60% dos empregados que afirmam que nunca foram promovidos e sequer  receberam aumento de salário como reconhecimento pelo seu desempenho. A falta de plano de carreira vai em contramão ao nível de escolaridade: 51% das pessoas com deficiência entrevistadas têm o ensino superior completo ou além (pós-graduação lato sensu e mestrado ou doutorado). 

Para Ronaldo Tenório, CEO da Hand Talk, a pesquisa confirma o cenário encontrado na realidade do mercado de trabalho brasileiro. 

“Com esse levantamento inédito, conseguimos confirmar o que já observamos há muito tempo: a falta de oportunidades para pessoas com deficiência. Além da oportunidade de contratação, também temos que proporcionar um ecossistema que faça esse trabalhador crescer dentro da carreira, através de ações afirmativas e de inclusão. Precisamos quebrar essas barreiras”, afirma.

A pesquisa também revela que:

  • 30% das pessoas são responsáveis por 100% da renda familiar. Excluindo quem mora sozinho, esse percentual é de 23%;
  • Das pessoas que nunca atuaram no mercado de trabalho, 61% dizem que foi por falta de vagas e oportunidades, e 38% por preconceito contra profissionais com deficiência;
  • 42% das pessoas com deficiência auditiva consideram difícil ou muito difícil a falta de acessibilidade comunicacional (intérprete de Libras, recursos que facilitem a comunicação, acessibilidade web, entre outros) na rotina profissional e na busca de vagas de emprego;
  • 71% dos respondentes da pesquisa acreditam que a sociedade brasileira é muito capacitista.

Sobre a Hand Talk

Fundada em 2012, a startup brasileira Hand Talk foca em fazer bom uso da tecnologia trazendo mais acessibilidade para o mundo. A empresa oferece dois produtos diferentes, o Hand Talk App, que realiza traduções digitais e automáticas para Libras e ASL (Língua Americana de Sinais), e o Hand Talk Plugin, que torna sites acessíveis para a comunidade surda com traduções para Libras. Ambas as soluções contam com a ajuda de seus tradutores virtuais, o Hugo e a Maya. Esses dois vão além de apenas traduzir conteúdo, mas também estão aproximando pessoas através do uso da tecnologia e comunicação, aplicada em diversos ambientes, como salas de aula e famílias. Com sua ajuda, a Hand Talk busca quebrar barreiras de comunicação, contribuindo para um mundo mais justo e inclusivo.

Mais informações sobre a Hand Talk https://www.handtalk.me/br/ 

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