Falta de acessibilidade e preconceito aumentam o isolamento social de pessoas idosas PCD

Idosos com Deficiência enfrentam desafios adicionais no envelhecimento, especialmente na socialização.

O envelhecimento traz consigo uma série de desafios para qualquer indivíduo, mas para pessoas idosas com deficiência, essas dificuldades podem ser ainda mais pronunciadas. Entre as diversas barreiras enfrentadas, a socialização se destaca como uma das mais significativas, impactando diretamente na qualidade de vida e no bem-estar desses indivíduos.

De acordo com Diego Felix, presidente do Departamento de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP), “a socialização é um componente essencial para a saúde mental e emocional das pessoas idosas, mas para aqueles com deficiência, existem obstáculos adicionais que podem levar ao isolamento social. É fundamental que desenvolvamos estratégias e políticas públicas que promovam a inclusão social e o apoio necessário para essa população.”

Pessoas idosas com deficiência enfrentam desafios como a acessibilidade física, falta de transporte adequado e preconceito, que dificultam sua participação em atividades sociais e comunitárias. Esses obstáculos não apenas limitam suas interações sociais, mas também podem levar a sentimentos de solidão e depressão, agravando a saúde mental e física.

“Precisamos olhar para a questão da socialização de maneira ampla, garantindo que as cidades sejam projetadas e adaptadas para atender às necessidades dos idosos com deficiência. Isso inclui desde rampas de acesso até programas de inclusão social que incentivem a participação ativa em comunidades”, destaca Diego.

A SBGG-SP tem se dedicado a promover a conscientização sobre essas questões, incentivando o desenvolvimento de ambientes mais inclusivos e acessíveis. Iniciativas como grupos de apoio, programas de voluntariado e eventos comunitários adaptados são algumas das maneiras pelas quais a sociedade pode ajudar a integrar melhor os idosos PCD.

“A inclusão social dos idosos com deficiência é uma responsabilidade coletiva. Governos, organizações e indivíduos devem trabalhar juntos para remover barreiras e criar um ambiente onde todos possam envelhecer com dignidade e participação plena”, conclui Diego Felix.

Com o aumento da expectativa de vida, é crucial que a sociedade adote uma abordagem inclusiva e solidária para com os idosos, especialmente aqueles com deficiência. Promover a socialização e a inclusão social desses indivíduos não é apenas uma questão de justiça social, mas também um passo vital para garantir que todos possam desfrutar de uma vida plena e significativa na terceira idade. A colaboração entre governos, organizações e a comunidade é essencial para construir um futuro onde cada idoso seja valorizado e incluído, independentemente de suas capacidades físicas.

Sobre a SBGG-SP

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo (SBGG-SP) é uma organização dedicada à promoção da saúde e bem-estar dos idosos. Fundada com o objetivo de fomentar a pesquisa, a educação e a prática na área de geriatria e gerontologia, a SBGG-SP atua como uma referência em questões relacionadas ao envelhecimento. Através de eventos, cursos, publicações e iniciativas comunitárias, a entidade busca capacitar profissionais, influenciar políticas públicas e sensibilizar a sociedade sobre a importância de um envelhecimento saudável e ativo. A SBGG-SP se empenha em criar um ambiente mais inclusivo e solidário para os idosos, promovendo a dignidade e a qualidade de vida na terceira idade.

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